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Oxford suspende testes em menores com vacina desenvolvida com AstraZeneca

06/04/2021 22h37

Londres, 6 abr (EFE).- A Universidade de Oxford suspendeu os testes com a vacina que desenvolveu em parceria com a farmacêutica AstraZeneca em crianças e adolescentes até que a agência reguladora de medicamentos do Reino Unido (MHRA) dê mais informações sobre possíveis efeitos colaterais.

Em comunicado enviado à Agência Efe, um porta-voz da universidade disse que "embora não haja preocupações sobre a segurança no ensaio clínico pediátrico", Oxford decidiu "esperar por mais informações da MHRA sobre a investigação de casos raros de trombose antes de administrar mais vacinas".

"Pais e filhos devem continuar a ir a todas as suas visitas planejadas e podem entrar em contato com os locais de testes se tiverem alguma dúvida", disse o porta-voz.

O anúncio, que não significa que o fim dos ensaios, mas que serão colocados em "pausa" enquanto são aguardadas as conclusões do órgão regulador, foi feito em um momento de crescente desconfiança no Reino Unido em relação à vacina de Oxford/AstraZeneca, que foi aplicada na maioria dos 31,6 milhões de britânicos que já receberam uma dose.

O governo britânico pediu aos cidadãos do país para que continuem a se apresentar para a vacinação com os imunizantes de Oxfort/AstraZeneca ou Pfizer, os dois únicos aprovados até agora no Reino Unido.

Até agora foi relatada a morte de sete pessoas que tiveram coágulos sanguíneos raros após receberem a vacina de Oxford/AstraZeneca.

A MHRA disse na semana passada que 30 casos de coágulos sanguíneos raros haviam sido identificados entre as 18,1 milhões de pessoas vacinadas com o imunizante até o final de março.

Dos 30 incidentes, 22 envolviam trombos venosos cerebrais (CVST) e oito envolviam outros problemas relacionados à coagulação do sangue com nível baixo de plaquetas.