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San Francisco escolhe startups de patinetes que podem circular na cidade

Bird (foto) foi excluída do projeto de San Francisco  - Divulgação
Bird (foto) foi excluída do projeto de San Francisco Imagem: Divulgação

Joshua Brustein

02/09/2018 04h00

San Francisco escolheu as startups Scoot Networks e Skip dentro do grupo de 12 empresas que esperavam participar do programa piloto de compartilhamento de patinetes da cidade, deixando de lado a Bird Rides e a Lime, as duas operadoras mais famosas responsáveis pela moda de usar esses veículos elétricos em ruas e calçadas dos EUA. Estas empresas tiveram mais sorte, contudo, em Santa Mônica, na Califórnia, que também anunciou os parâmetros de seu programa de patinetes na quinta-feira.

Em San Francisco, a Scoot e a Skip estarão autorizadas a colocar 625 patinetes nas ruas durante seis meses a partir de 15 de outubro, informou a agência municipal de transportes da cidade na quinta-feira, em comunicado. A agência informou que poderá permitir que as empresas disponibilizem até 2.500 patinetes após os seis primeiros meses do teste, que terá duração de um ano.

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Toby Sun, executivo-chefe da Lime, disse que o resultado foi "decepcionante" e chamou as duas operadoras de patinetes, relativamente pequenas, de "inexperientes". Ele também pediu que o gabinete do prefeito reveja a condução do processo de licenciamento da agência e prometeu recorrer da decisão. A Bird se comprometeu a "continuar trabalhando com as autoridades de San Francisco" e ressaltou que seus usuários enviaram cerca de 30.000 emails à administração municipal em protesto contra a proibição de seus patinetes.

As gigantes do ramo de carona compartilhada Uber e Lyft também estavam entre as empresas rejeitadas pela autoridade de transporte para o programa de compartilhamento de patinetes. Ambas as empresas revelaram planos nos últimos meses de oferecer serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes em seus aplicativos de carona, mas ainda não lançaram patinetes em nenhuma cidade. A Bloomberg News noticiou na quinta-feira que a Uber começou a trabalhar no projeto de seu próprio patinete para se diferenciar das concorrentes, que usam em sua maioria unidades sem marca de fabricação chinesa.

A rejeição em sua cidade de origem foi um golpe, especialmente para a Uber, que já opera um serviço de compartilhamento de bicicletas em San Francisco por meio da startup Jump Bikes, que comprou em abril.

Também na quinta-feira, autoridades de Santa Mônica, na Califórnia, anunciaram que a Bird, a Lime, a Uber e a Lyft receberiam permissão para operar no projeto piloto de compartilhamento de patinetes da cidade. A Bird e a Lime terão permissão para distribuir 750 patinetes cada e a Uber e a Lyft poderão distribuir 250 cada, a partir de 17 de setembro.

Santa Mônica também autorizou a Uber e a Lyft a colocarem 500 bicicletas nas ruas como parte de um serviço de compartilhamento de bicicletas que começará no mesmo dia.

O futuro das empresas de patinetes não depende da decisão de uma única cidade. A Bird opera serviços de patinetes em cerca de 40 cidades e a Lime está em mais de 20. Mas autoridades locais de todo o país e do mundo atualmente estudam abordagens para as formas alternativas de transporte e poderiam repetir as estratégias das cidades que adotarem a modalidade primeiro.

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