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Pedro e Paulo Markun

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Emicida no metaverso: o que rolou no show dentro do Fortnite

Show do Emicida no metaverso do Fortnite - Reprodução
Show do Emicida no metaverso do Fortnite Imagem: Reprodução
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Pedro e Paulo Markun

Colunistas do UOL

08/05/2022 12h26

Emicida é um sucesso —e em grande parte, por conta da disposição de construir seu caminho. Agora, perto dos 37 anos, Leandro Roque de Oliveira aposta em um novo território: o Fortnite, um jogo muito popular, que é visto como uma espécie de prenúncio do tão falado metaverso, com mais de 350 milhões de jogadores cadastrados

Para colocar seu show no game, a gravadora do rapper, Lab Fantasma, trabalhou um bom tempo. O resultado ficou disponível na plataforma do jogo por 72 horas, entre 29 de abril e dois de maio.

Qualquer pessoa poderia acessar, a partir do PlayStation, Xbox, Switch, Android, PC e Mac, e assistir —ou jogar, já que o conceito de apenas ver um show não se aplica à experiência que induz a movimentação e comportamento típicos de um jogador, onde seu avatar pode correr, voar, andar, dançar e assim passar pelos quatro telões onde o músico mostrou suas músicas, muitas inéditas.

Mas não ficou nisso: 15 salas Cinemark em todo o Brasil ofereceram três sessões da experiência, e há uma linha de roupas com o tema Fortnite à venda no site da LAB.

As versões das faixas apresentadas estão num CD exclusivo, disponibilizado nas plataformas de streaming com as gravações extraídas do jogo.

A coluna checou a experiência no Fortnite e tem lá suas dúvidas sobre qual foi a reação de quem não está acostumado com o jogo e é fã do rapper. Mais ainda, com quem não fala português e está na plataforma.

Mas o próprio Emicida disse estar animado com as possibilidades que se abrem: "Vejo a oportunidade de criar essa experiência no Fortnite como algo muito especial. Além de sermos fãs do jogo, eu e o pessoal do Laboratório Fantasma somos contadores de histórias que transformam a realidade", afirmou, segundo o material de divulgação distribuído pela Epic Games.

"Poder fazer isso nessa nova perspectiva, no jogo, é algo que nos move. Será histórico levar nossa história e cultura brasileira, por meio do rap, aos quatro cantos do mundo", complementou.

A experiência está disponível no Youtube a íntegra da apresentação, em que é possível ter uma ideia do que aconteceu, de modo passivo.

Essa é a terceira experiência do Fortnite nesse campo. Antes, passaram pelo jogo o cantor egípcio Mohamed Hamaki e a cantora e DJ australiana Tones And I.

Cada show da série "Onda Sonora" tem uma experiência interativa diferente. Os próximos artistas a se apresentarem serão o artista pop japonês e produtor musical Gen Hoshino e a cantora franco-maliana Aya Nakamura.

Emicida já começou surfando na mídia. Apareceu nas batalhas de improvisação, lançou o single Triunfo junto com um videoclipe que ultrapassou 8 milhões de visualizações no YouTube, foi repórter do programa "Manos e Minas" da TV Cultura e do "Sangue B" da MTV Brasil. Junto com seu irmão, criou o Laboratório Fantasma, justamente para explorar as novas fronteiras da tecnologia e da cultura pop.

Na canção Triunfo, ele diz: "Não faço mais que alguém não só saí da lama/ Os que caiu foi porque confundiu respeito e fama/ Na minha cabeça não existe equívoco ameno/ O jogo é sujo, vai ganhar mais quem erra menos/ Eu fiz meu próprio caminho e meu caminho me fez/ Não é qualquer dinheirinho que vai tirá a lucidez/ Que eu carrego na mente tio/ Segunda chance é só no vídeo game então é bom ficá ligeiro viu [sic]".