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OPINIÃO

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Além de Final Fantasy VII: clássicos que merecem remakes

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Imagem: Reprodução

André "Avcf" Franco

Do GameHall

26/04/2020 04h00

O lançamento recente do aguardado Final Fantasy VII mostra como os remakes são uma das maiores tendências atuais. Do remake de Resident Evil 3: Nemesis, passando por Panzer Dragoon, The Legend of Zelda: Link's Awakening e Resident Evil 2, os clássicos do passado competem em pé de igualdade em popularidade com os lançamentos atuais.

Mas ainda existem muitos jogos clássicos esperando uma nova chance de brilhar, e reunimos alguns deles nesta lista.

Final Fantasy VI

Final Fantasy VI - Reprodução - Reprodução
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Embora claramente Final Fantasy VII seja o jogo do momento, até hoje a grande discussão nas comunidades de fãs da franquia da Square Enix é sobre qual o melhor título da franquia: Final Fantasy VI ou Final Fantasy VII?

Os argumentos de ambos os lados são muito bons, e a resposta definitiva é totalmente subjetiva, mas é fato que o título de Terra, Locke, Edgard e do megavilão Kefka até hoje, à parte de conversões para PlayStation e Game Boy Advance, não recebeu um remake luxuoso à la Final Fantasy VII. Motivos para um produção desse porte não faltam, pois a trama é cheia de momentos épicos e inesquecíveis para os fãs, sem contar a icônica abertura:

Embora outros títulos da franquia como Final Fantasy III, Final Fantasy IV e Final Fantasy VIII tenham recebido remakes e remasters ao longo dos anos, estranhamente a Square tem preterido um de seus melhores jogos feitos até hoje. Não é tarde para a companhia japonesa desfazer essa injustiça.

Chrono Trigger

Chrono Trigger - Reprodução - Reprodução
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E falando em injustiça, realmente é difícil compreender porque até hoje a Square Enix não refez o seminal Chrono Trigger, jogo que não apenas é um dos melhores RPGs de sua geração, como também candidato a um dos melhores jogos de todos os tempos.

A saga de Chrono, Marle, Lucca e Frog para derrotar o vilão Magus inclui passagens por diversas eras e leva a 13 finais de jogo diferentes. Trilhar o caminho por passagens pré-históricas e futuros distópicos com os sofisticados recursos gráficos e sonoros de hoje certamente entregaria uma experiência que qualquer jogador contaria a seus netos.

Chrono Trigger - Reprodução - Reprodução
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Curiosamente, há alguns anos, a Square matou uma iniciativa de fãs de refazer Chrono Trigger. Em 2009, o projeto intitulado "Chrono Trigger Remake Project" teve de ser encerrado após uma ameaça de processo por parte da produtora —o infame "cease and desist", que companhias costumam enviar a iniciativas que são consideradas como pirataria e/ou roubo intelectual.

Oficialmente, porém, Chrono Trigger recebeu apenas três conversões, primeiro para PlayStation, depois para Nintendo DS e mais recentemente para Steam, mas todas se resumem à experiência da versão original de Super Nintendo apenas com pequenos acréscimos, como sequências animadas para algumas cenas do jogo.

Alex Kidd

Residente eterno dos corações de quem jogou videogames na década de 1980, Alex Kidd é um mascote de um jogo ainda muito querido por milhares de fãs brasileiros dos antigos games da Sega. Considerando-se que Wonder Boy III: The Dragon's Trap, também lançado originalmente para Master System, recebeu um remake de sucesso em 2017, e que Streets of Rage receberá um título novo esse ano com o jogo Streets of Rage 4, não custa sonhar com um novo título do personagem que foi garoto-propaganda da Sega até a chegada de Sonic the Hedgehog.

Além de tudo, o sucesso de jogos como New Super Mario.Bros U Deluxe e Super Mario Maker 2 mostra que jogos de ação e plataforma 2D ainda têm espaço no atual mercado de videogames. Quem sabe um dia?

The Legend of Zelda

The Legend of Zelda - Reprodução - Reprodução
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The Legend of Zelda é uma franquia que não é estranha a remakes e remasters. The Legend of Zelda: Ocarina of Time e The Legend of Zelda: Majora's Mask foram refeitos para Nintendo 3DS, enquanto que The Legend of Zelda: Wind Waker e The Legend of Zelda: Twilight Princess receberam remasters para Nintendo Wii U. Ainda assim, por algum motivo, a Nintendo até hoje não se interessou em produzir e lançar um remake sobre The Legend of Zelda original, lançado em 1986.

Com exceção de uma conversão com gráficos levemente melhorados para o serviço de jogos por satélite Satella View, até hoje The Legend of Zelda permanece em sua forma 8-bits original, com todas as limitações pertinentes ao velho NES, e parecendo absolutamente pré-histórico aos olhos dos jogadores mais novos. Além de toda a importância e a influência da série sobre a indústria dos videogames, o velho Zelda ainda foi uma inspiração direta do clássico recente The Legend of Zelda: Breath of the Wild, não apenas por esse jogo ter seguido o design de mundo aberto do game 8-bits, como seu desenvolvimento começou a partir de um protótipo baseado no The Legend of Zelda original:

Considerando-se que a sequência de The Legend of Zelda: Breath of the Wild já está em produção, dificilmente veremos um remake de The Legend of Zelda no curto ou médio prazo, mas quem sabe um dia veremos a primeira aventura de Link, Zelda e do vilão Ganon representada com os recursos dos games de hoje em dia. Se a Nintendo assim quiser, até mesmo a engine já está pronta para essa tarefa.

Ninja Gaiden

A trilogia do ninja Ryu Hayabusa fez história na era 8-bits com jogos cuja dificuldade lendária traumatizou pobres crianças para sempre. Sobretudo o primeiro Ninja Gaiden, o mais difícil e frustrante não apenas da trilogia a qual pertence, mas um dos títulos mais difíceis de toda a biblioteca de jogos do NES.

Mas por trás da barreira da dificuldade, havia um competente jogo de ação e plataforma com uma trama surpreendentemente elaborada contada por (na época) inovadoras ceninhas animadas. Apesar de todo o sucesso, Ninja Gaiden recebeu apenas uma conversão para Super Nintendo chamada Ninja Gaiden Trilogy, que continha os mesmos três jogos que já haviam aparecido no Nintendo 8-bits, apenas com gráficos com mais cores. Após vários anos de geladeira, a série ganhou um reboot para Xbox, que tirando o nome Ninja Gaiden e o já mencionado protagonista Ryu Hayabusa, nada tinha a ver com os jogos que originaram a franquia.

O fato é que aquele jogo de 1989 poderia ser reapresentado a um público que hoje também curte jogos famosos por seu alto desafio e dificuldade acima da média, como os títulos da franquia Souls, como Demon Souls e Dark Souls, assim como poderia facilmente assimilar aspectos "hack and slash" dos jogos Ninja Gaiden de Xbox e da franquia Devil May Cry. Embora ninjas não estejam mais em evidência - para os mais novos, saibam que ninjas estiveram na crista da onda durante os anos 1980 —um jogo Ninja Gaiden que resgate os preceitos do clássico de Nintendo teria muito espaço no mercado de videogames atual.

Goldeneye 007

"Opa, mas esse já teve um remake para Nintendo Wii!" grita o leitor mais atento. De fato, Goldeneye 007 recebeu um "remake" para Nintendo Wii em 2010 e posteriormente foi remasterizado em alta definição para Xbox 360 e PlayStation 3. Entretanto, o motivo das aspas reside no fato de que o título produzido pela Eurocom e publicado pela Activision apenas deu uma roupagem de James Bond a um jogo que na prática era uma versão de Call of Duty, com todas as mecânicas típicas da série, como as fases lineares entremeadas por sequências semi-cinematográficas (com uso de QTE ou outras formas de intervenção sobre as cenas), vida auto-recarregável, sequências em slow-motion, etc.

Porém, fãs do mundo inteiro ainda aguardam por uma reedição da experiência do clássico lançado em 1997 para Nintendo 64. Não à toa, vários grupos de fãs e desenvolvedores independentes têm ao longo dos anos desenvolvido por conta seus próprios remakes:

Infelizmente, porém, jogos baseados em licenças são sempre mais complicados de serem refeitos/relançados por conta da dificuldade em reativar ou readquirir uma licença, e quanto mais conhecida e consagrada é essa licença, mais complicado esse processo se torna. Mas como sonhar não custa nada, talvez um dia poderemos salvar o mundo na pele de James Bond. De preferência com Tina Turner contando o icônico tema.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL