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Lords of the Fallen

Victor Ferreira

do Gamehall

07/11/2014 08h00

“Lords of the Fallen” é o primeiro - e dificilmente o último - grande jogo a beber na fonte que a From Software encontrou com “Demon’s Souls” e os dois “Dark Souls”, trazendo o mesmo modelo de inimigos impiedosos e combate metódico.

E, embora o novo jogo da CI Games consiga trazer a ambientação e combate dos jogos da série “Souls” com sucesso, além de um sistema de progressão diferenciado, “Lords of the Fallen” talvez sofra um pouco da sensação de 'mais do mesmo', além de bugs e problemas com a taxa de quadros que afetam o produto final.

Veteranos dos jogos da From Software também poderão achar a experiência comparativamente fácil. Por outro lado, é possível que quem queira entrar neste gênero prefira apreciar uma experiência menos pesada do que a série “Souls”, mas ainda mantendo um bom desafio. E “Lords of the Fallen” consegue, ao menos, trazer isto.

Introdução

“Lords of the Fallen” é o primeiro grande projeto da desenvolvedora alemã Deck13 Interactive em conjunto com a produtora e publisher polonesa CI Games, que desde 2002 tem desenvolvido e distribuido jogos de menor porte (e o que quer que “Sniper: Ghost Warrior” seja).

O game é protagonizado por Harkyn, um ex-prisioneiro que, com seu mentor Kaslo, viaja a um monastério em busca de Antanas, poderoso monge capaz de “retirar o mal” das pessoas.

Encontrando o monastério atacado por criaturas conhecidas como Rhogar, é tarefa de Harkyn viajar entre as dimensões destruir seus poderosos mestres, conhecidos como Lordes, e derrotar o deus Adyr para banir o mal do reino.

Pontos Positivos

Combate variado e desafiador

O combate de “Lords of the Fallen” é quase inteiramente baseado no encontrado na série “Souls”. É importante ler o movimento dos inimigos e estar sempre atento quanto a qualquer ‘camper’ em algum canto obscuro do cenário.

Os desenvolvedores conseguiram balancear os diferentes modos de combate e classes, com cada tipo de arma e armadura gerando suas vantagens e defeitos. Um guerreiro é extremamente resistente, mas sua habilidade de rolar acaba sendo afetada, por exemplo, o que o torna alvo fácil para inimigos mais ágeis (sem falar em quebrar pontes feitas de pranchas de madeira).

A variedade de armas diferentes também ajuda o jogador a escolher a melhor forma de agir com diferentes vilões - às vezes é mais fácil utilizar o escudo, enquanto em outras talvez a maneira melhor de eliminar alguém mais forte e resistente é partir com tudo com uma espada em duas mãos.

Além disso, por não ter componente online como em “Dark Souls”, é possível pausar o jogo e trocar de alma sem se preocupar em ser massacrado neste meio tempo.

Sistema de progressão diferenciado

Enquanto muito do que é visto em “Lords of the Fallen” já foi implementado anteriormente pela From Software, o sistema de progressão de personagem é uma novidade diferente e bem elaborado.

O game possui um multiplicador de experiência, que aumenta levemente a cada inimigo morto. Este medidor aumenta progressivamente até o ponto em que o personagem é morto ou utiliza o XP para melhorar seus atributos ou magia.

Esta ideia, relativamente simples, cria um sistema de risco e recompensa, em que o jogador ganha cada vez mais benefícios ao se arriscar constantemente, enfrentando cada vez mais adversários em busca de um medidor maior. E, como na série “Souls”, a cada morte o jogador deve voltar até o ponto em caiu. Caso morra antes, a experiência é perdida para sempre, o que cria aquela velha sensação de pequenas vitórias ou fracassos traumáticos.

Mundo com muitos segredos e desafios

O mundo (ou mundos) de “Lords of the Fallen” tem diversas áreas que só são acessíveis com muita exploração, e itens que só podem ser adquiridos ao verificar os cantos mais escuros e perigosos das regiões.

Não é necessário explorar todo o mapa para completar o jogo, mas para ganhar algumas das armas e equipamentos mais poderosos, é preciso procurar e se arriscar de alguma forma. O mesmo vale para os chefes: Cada um é capaz de dar um poderoso item como recompensa, desde que o jogador derrote-o de alguma forma específica, usando - ou não - algum elemento do cenário que possa trazer alguma vantagem.

Pontos Negativos

'Bugs' e taxa de quadros instável

Mesmo com um patch de lançamento de 5 GB, “Lords of the Fallen” sofre muito com uma série de bugs e uma taxa de quadros que customa cair em situações críticas, como ao enfrentar mais de um inimigo ao mesmo tempo.

Este tipo de jogo é extremamente dependente do seu tempo de reação e planejamento, e a queda para menos de 30fps causa dores de cabeça desnecessárias para jogadores.

A versão enviada para análise foi para o PlayStation 4, e por algumas vezes o jogo simplesmente travou e parou de funcionar. Pelas reclamações vistas online, porém, a versão de PC parece rodar porcamente dependendo do equipamento da máquina, especialmente para donos de placas gráficas da AMD.

Espera-se que a Deck13 Interactive e a CI Games possa ao menos conter parte destes problemas mas, por enquanto, é melhor esperar para ver como o jogo vai estar após algumas atualizações.

Câmera problemática

Fora de combate, a câmera do jogo é relativamente simples e fácil de ser manejada, e o mesmo pode ser dito em situações de luta entre um contra um. Ao lidar com dois ou mais oponentes, porém, o sistema de trava às vezes não se decide em quem é está na mira do jogador, e a transição súbita de foco de um inimigo para outro acaba com o fluxo de combate e pode custar preciosas partes de sua barra de vida.

Pouco desafio para veteranos da série "Souls"

Julgado independentemente, “Lords of the Fallen” pode ser considerado um jogo bastante desafiador, com inimigos e chefes que requerem atenção redobrada, reflexos rápidos, planejamento e adaptabilidade.

Porém, é impossível não fazer comparações com “Demon’s Souls” e “Dark Souls”, já que o game é completamente desenvolvido com as lições e filosofia de jogo utilizadas pela From Software em mente. E a experiência, em comparação, não traz o mesmo nível de desafio.

Como já mencionado antes, o componente online não é um fator em “Lords of the Fallen”, o que quer dizer que, além de poder mudar de arma mais facilmente, não tem outros jogadores como outras ameaças.

Além disso, o sistema de checkpoint do jogo não traz inimigos de volta, ao contrário das fogueiras de “Dark Souls”, o que diminui significativamente o risco de utilizá-lo.Tudo isso torna “Lords of the Fallen” uma experiência, em geral, menos impiedosa do que os jogos que o inspiraram, o que pode não ser muito satisfatório para quem já está acostumado com aquele nível de dificuldade.

Por outro lado, estas mecânicas mais lenientes podem servir como inspiração para novatos interessados no gênero, já que o game traz muitos dos mesmos desafios encontrados na série “Souls”, em um pacote relativamente mais amigável - com exceção dos problemas de instabilidade do jogo, claro.

Nota: 7 (Bom)

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