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OPINIÃO

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Simples e divertido, Twisted Metal arrasa quarteirões no PS3

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Imagem: Divulgação

André Forte

Do Gamehall

01/03/2012 11h21

A prometida renovação de "Twisted Metal" no PlayStation 3 começa pela questionável decisão de desvincular os personagens de seus carros, mas por outro lado, oferece muitas boas novas, como um bom modo de história, modo online competente e um visual escuro e ao mesmo tempo agradável. Apesar do sistema de controles ser um tanto desajeitado para os padrões atuais, a diversão multiplayer do jogo original foi mantida e evoluída nos modos online.

Introdução

Marcando a estreia da série de corrida com destruição para o PlayStation 3, "Twisted Metal" é um recomeço na franquia. Para tanto, o criador da série David Jaffe apostou na funcionalidade multiplayer online do console, que coloca até 16 jogadores simultâneos na disputa.

Pontos Positivos

Modo história

Primeiro a parte chata: o modo história é muito curto, mas até pelo forte apelo multiplayer do jogo isso não chega a ser nenhuma surpresa. Para a sorte dos fãs, as poucas horas de experiência com a trama revelaram um incrível trabalho nos vídeos introdutórios - que mostram atores reais e bons efeitos visuais -, as origens dos personagens Sweet Tooth, Mr. Grimm e Dollface. Cada um tem o seu próprio enredo e, por conta disso, seus desafios e objetivos são diferentes no jogo.

Maduro e escuro

A opção dos diretores em oferecer "Twisted Metal Black" como brinde veio bem a calhar: a direção de arte novo "Twisted Metal" lembra muito a do único jogo lançado para o PlayStation 2.

Os cenários abusam dos tons escuros, mesmo quando estão ao entardecer com céus bonitos e ao mesmo tempo apocalípticos. Além disso, os personagens estão, na medida do possível, mais realistas e mais ameaçadores, assim como os veículos e suas armas.

Twisted Metal Review 1 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Por fim, o bom trabalho nos gráficos e a trilha sonora embalada por rifes pesados de metal também contribuem para ambientar o jogador ao clima caótico do game.

Com isso, a impressão final é que "Twisted Metal" não apenas um jogo 'de carrinhos'. É muito divertido, mas nitidamente focado para jogadores mais maduros.

Modo online

Apesar de contar com o clássico modo multiplayer com tela dividida e por rede local, é online que "Twisted Metal" tem suas disputas mais agitadas.

Assim como a maioria dos jogos atuais, há opção de criar uma sala de jogo para receber os amigos ou entrar em partidas já criadas. Há modos bem conhecidos como o eliminatório 'Last Man Stand' - em que vence o time que restar na arena -, ou inéditos, como o Nuke, cujo objetivo é caçar o líder da equipe oposta e matá-lo em um lançador de mísseis.

Twisted Metal Review 2 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

É importante destacar que apesar dos produtores constantemente se desculparem por possíveis quedas na conexão, em todas as partidas disputadas - e não foram poucas - as disputas ocorreram de forma muito satisfatória e sem grandes transtornos, exceto pela demora em começar a partida em algumas salas.

Simples e divertido

Uma justa homenagem à obra original dos longínquos anos 90, "Twisted Metal" é feliz ao apresentar um sistema de jogo simples, em que o único objetivo é acelerar fundo com os mais diferentes veículos e caçar os inimigos com armas de destruição em massa. O interessante é que apesar de bem básica, a curva de aprendizado desafia o jogador a treinar e conhecer cada vez mais os carros e armamentos para saber qual é a melhor hora de atacar e se defender.

Bonito e bem acabado

Tecnicamente, "Twisted Metal" não chega a ser o mais bonito jogo de corrida para o PS3, mas a entrada da franquia na atual geração ofereceu mais do que texturas mais definidas.

Apesar da ação frenética não permitir olhares muito atentos, pode-se notar mesmo em alta velocidade o esmero dos produtores em oferecer grandes cenários e repletos de detalhes que saltam aos olhos.

Twisted Metal Review 3 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Uma boa lembrança dos jogos antigos é a inspiração de locações reais para os cenários, como Califórnia e Nova Iorque, todos com centenas de elementos destrutíveis e atalhos interessantes para encontrar.

Os efeitos de explosão são bem bacanas, com diversos pontos de destruição dos cenários e veículos, que também receberam uma atenção louvável no sistema de danos. Além disso, a inclusão de pessoas nas ruas deixam as cidades com mais vida - ou morte, caso você opte por atropelá-las.

Pontos Negativos

Sistema de controles ultrapassado

O sistema de controles de"Twisted Metal" remete instantaneamente para os tempos do primeiro PlayStation, em que o botão X era usado para acelerar e as armas eram acionadas com os botões de ombro. Sim, essa é a configuração padrão do jogo e, por incrível que pareça, deve ser uma das mais utilizadas. O motivo é que apesar de ser personalizável, nenhuma das demais configurações oferece tanta agilidade quanto essa, o que sugere que os controles do jogo não evoluíram tanto a ponto de se adequar aos novos tempos.

Relação personagem x carro

Pode parecer besteira, mas a decisão da Eat Sleep Play em dar mais liberdade ao jogador escolher personagens e carros de outros pilotos funciona bem, mas só no multiplayer. Enquanto nos modos de jogatina casual isso é bem vindo por conta da liberdade de escolha e equilíbrio nas partidas, no modo de história acaba confundindo muito sobre a real aparição dos personagens. Fica difícil entender, por exemplo, por que o furgão de sorvete de Sweet Tooth está sendo dirigido por rivais como Doll Face e Mr. Grim.

Nota: 9 (Excelente)

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL