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Leisure Suit Larry: Magna Cum Laude

22/12/2004 20h07

Enquanto um número cada vez maior de jogos caminha na direção de trazer anti-heróis com incríveis super-poderes e passados negros como protagonistas, "Leisure Suit Larry" não tenta oferecer um protagonista que muitos gostariam de ser: você interpreta um jovem, cabeçudo e inepto conquistador. Não estamos falando do mesmo Larry Laffer dos games antigos, mas de seu sobrinho (bastante parecido) Larry Lovage.

Sexo na TV? Tô dentro!

Aproveitando os mágicos anos da faculdade, Larry Lovage quer honrar a tradição de seu tio e fazer sucesso com a mulherada. Jogadores devem gerenciar o charme... único... dele para conseguir entrar em um reality show de namoro que visita o campus. Para tal, ele deve conseguir artigos pessoais de diversas mulheres - que nos moldes tradicionais da série, ele irá conseguir ao QUASE levar uma delas para cama.

Quem estava esperando algo parecido com os jogos anteriores vai ficar bastante decepcionado. "Magna Cum Laude" não apenas troca o clássico sistema de adventure por uma série de mini-games não muito originais e variados, mas "atualiza" o humor. Isso que dizer que as antigas tiradas sutis e trocadilhos únicos foram substituídos por tiradas óbvias e com escrachadas referências sexuais. O game ainda tem muitas piadas que exigem atenção para serem apreciadas - aliás, a esmagadora maioria delas só será compreendida por pessoas com um enorme conhecimento da cultura norte-americana - mas o foco do humor é perceptivelmente diferente.

Apesar da questão do tipo de piada ser uma questão de gosto, a fórmula do jogo não fica na mesma categoria. A maneira de conquistar as garotas não muda muito do começo ao fim do game: a parte mais satisfatória são as constantes conversas, que acontecem na forma de um mini-game em que o jogador controla um esperma por meio de opções representadas por ícones. Até ouvir os caminhos "errados" vale a pena pela qualidade do texto.

Cima, baixo, botão...

Mas depois das divertidas conversas, jogadores ficam à mercê de dezenas de variações de jogos de ritmo à lá "Parappa the Rapper" e "Space Channel 5" e alguns que o forçam a correr pelos ambientes do jogo fugindo de certas pessoas e/ou recolhendo determinados objetos, com ou sem limite de tempo. Poucos dos mini-games escapam dessa regra (como um clone de execução precária do clássico "Tapper"), e muitas vezes o jogador é forçado a repetí-los DIVERSAS vezes para conseguir o dinheiro ou confiança necessários para progredir na aventura.

O resultado é que a parte jogável acaba se tornando um empecilho na hora de aproveitar as melhores características do game. A impressão é que você está sendo punido para poder acessar o que "Magna Cum Laude" tem de melhor para oferecer.

Mesmo tão diferente, o jogo deixa claro que a High Voltage Software entende os elementos básicos que marcaram a série - apenas decidiram ignorar a maioria deles para fazer algo mais moderno. Mas o espírito quixotesco desse conquistador barato está intacto no novo ambiente.

Nota: 6 (Razoável)

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