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Splinter Cell: Pandora Tomorrow

26/03/2004 18h36

"Splinter Cell" surgiu do nada como um sério concorrente da série "Metal Gear". Com um poderoso sistema de simulação de luz que lhe garantiu alguns dos mais belos gráficos disponíveis na época, o jogo acabou se provando bastante diferente do clássico da produtora Konami, mas mesmo assim merecedor da atenção do público e crítica. Um ano depois, surge a primeira continuação e, apesar do tempo curto, as melhoras foram significativas.

"Pandora Tomorrow" corrige algumas problemas de enredo da versão original e traz uma apresentação mais cinematográfica, com direito a vídeos não-interativos para explicar uma perigosa conspiração internacional movida por terroristas e governos. A trama também está mais integrada aos diálogos no meio das missões, ajudando o jogador a entrar no clima dos romances de Tom Clancy.

Não foi só Sam que teve mais treino

A continuação segue quase a mesma fórmula do original, as novidades são um novo pacote de equipamentos tecnológicos do arsenal do agente Sam Fisher. No entanto, o jogo evolui muito graças a um design de fases muito mais elegante. Enquanto o jogo original trazia situações frustrantes, "Pandora Tomorrow" se esforça em aproveitar os pontos mais fortes de seu sistema para criar desafios gratificantes. Para passar desapercebido, é preciso uma mistura elementos de estratégia, ação e muita atenção. O design das fases e as novas situações também deixam a aventura mais interessante mesmo para aqueles quer zeraram o original diversas vezes.

Tecnicamente, o jogo continua a tradição de uma apresentação sólida, repleta de efeitos visuais e sonoros impressionantes. O game traz uma elaborada apresentação que recria os ambientes sombrios da carreira de espião com muitos detalhes.

Surpresa online

A grande inovação de "Pandora Tomorrow" é, na verdade, sua nova modalidade multiplayer. Colocada como um módulo totalmente separado, o modo traz uma equipe de espiões tentando desarmar uma ameaça biológica e um time de mercenários tentando impedi-los. Não cometa o erro de ignorar o multiplayer devido ao limite de apenas quatro jogadores - essa opção é um dos aspectos mais criativos do game.

Jogar como espião ou mercenário é quase como experimentar dois games diferentes. Enquanto o espião usa como padrão uma visão em terceira pessoa, movimentos lentos e poucas opções ofensivas; o mercenário tem visão em primeira pessoa, muitas armas e é rápido. Cada um tem visores especiais diferentes, com capacidades únicas. Controlar cada um deles exige um estilo de jogo único - e suas forças e fraquezas são equilibrados de maneira a criar partidas rápidas e divertidas. Esse multiplayer é diferente dos jogos tradicionais disponíveis na Internet - e por isso mesmo merece uma chance.

Nota: 10 (Imperdível)

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