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Editora dos EUA que levou livros a prisões e populações carentes inicia novo capítulo na pandemia

28/10/2020 14h13

Por Cheryl Lu-Lien Tan

NOVA YORK (Reuters) - Há quatro anos, Lisa Lucas vem difundindo a literatura norte-americana como diretora-executiva da Fundação Nacional do Livro.

A experiência profissional diversificada de Lucas, que começou como vendedora na adolescência, ajudou a editora de 40 anos a levar livros a prisões e entregar mais de 1,4 milhão de exemplares a moradores de habitações populares de todo o país.

Em janeiro, Lucas iniciará um novo capítulo na Pantheon and Schocken Books como vice-presidente sênior e publisher. Assumir a função em uma pandemia é um desafio, mas seu currículo improvável releva como desviar do enredo normal pode impulsionar uma carreira.

"Eu fui revisora em uma revista de hóquei no gelo, vendi assinaturas em um teatro, fui babá... tudo isso até chegar a publisher da Pantheon", contou ela.

Conversando com a Reuters sobre como sua trajetória e sua filosofia a estão guiando em meio à pandemia, ela contou que se adaptou com sucesso ao trabalho em casa.

"Trabalho em cômodos diferentes. A manhã é da cozinha, o sofá é para a tarde, depois talvez eu digite um pouco na cama – não espalhe."

Indagada se tem algum conselho para quem está procurando ou iniciando um trabalho neste momento, ela recomendou: "Prepare-se. Mesmo que você consiga um emprego com o qual está empolgado, não irá ao escritório, não se encontrará com todos seus colegas face a face."

Lisa Lucas disse que as mudanças com a pandemia também trouxeram coisas boas para ela.

"A vida está irreconhecível profissional e pessoalmente. Mas estou aprendendo a parar quieta. Simplesmente aprender a ficar em paz com menos movimento é algo que acho que sempre me ajudará."

(Por Cheryl Lu-Lien Tan)