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Quadro de Basquiat é vendido por quase R$ 490 milhões

07.05.2021 - A obra "In This Case", de Jean-Michel Basquiat, em exposição pré-leilão na Christie"s, em Nova York (EUA) - Cindy Ord/Getty Images
07.05.2021 - A obra 'In This Case', de Jean-Michel Basquiat, em exposição pré-leilão na Christie's, em Nova York (EUA) Imagem: Cindy Ord/Getty Images

De Nova York

11/05/2021 23h59

O quadro "In This Case", de Jean-Michel Basquiat, foi vendido ontem por US$ 93,1 milhões — o equivalente a R$ 486,2 milhões, na cotação atual — em um leilão organizado pela Christie's em Nova York (EUA), tornando-se a segunda obra mais cara já vendida do pintor americano.

Esta tela de 1,98 m x 1,87 m, pintada em 1983 e que mostra uma caveira em um fundo vermelho, foi arrebatada por US$ 81 milhões, um valor que chegou a US$ 93,1 milhões com o acréscimo de taxas e comissões. O preço final excede em muito a estimativa de US$ 50 milhões estabelecida pela Christie's.

Outra caveira, chamada de "Untitled" (Sem título), de inspiração semelhante, é a obra que detém o recorde de preço de um Basquiat (1960-1988), vendida por US$ 110,5 milhões (R$ 577,1 milhões) em maio de 2017 na Sotheby's, também em Nova York.

"In This Case" aborda dois temas dominantes na obra de Basquiat, a anatomia e a representação de personagens afro-americanos.

O pintor Jean-Michel Basquiat - Reprodução/Tranter-Sinni Gallery - Reprodução/Tranter-Sinni Gallery
O pintor Jean-Michel Basquiat
Imagem: Reprodução/Tranter-Sinni Gallery

Um sinal da mudança de status do artista — que hoje pertence ao panteão da pintura —, essa mesma obra foi vendida em novembro de 2002 por apenas US$ 999,5 mil (R$ 5,2 milhões), pouco mais de um centésimo do preço pago nesta terça-feira, menos de vinte anos depois.

"In This Case", de propriedade de um colecionador particular que permaneceu anônimo desde 2007, foi exibida publicamente pela última vez durante exposição organizada na Fundação Louis Vuitton em Paris, em 2018/19.

Com exceção de Basquiat, os pintores afro-americanos foram subestimados por colecionadores e subrepresentados em museus por um longo tempo.

Nos últimos anos, o mercado iniciou um processo de reavaliação de muitos deles. Nesta terça-feira, a Christie's apresentou vários artistas negros por ocasião de sua grande venda de primavera.