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TikTok: o novo foco da guerra entre EUA e China

26/09/2020 10h28

Washington, 26 Set 2020 (AFP) - A plataforma TikTok, conhecida por seus vídeos de formato curto muito populares entre os adolescentes, tornou-se uma sensação mundial das redes sociais e, ao mesmo tempo, o epicentro de uma guerra geopolítica entre Estados Unidos e China.

O presidente dos Estados Unidos afirma que o aplicativo é um risco para a segurança nacional já que, segundo Trump, TikTok e sua matriz chinesa, ByteDance, entregam as informações de seus usuários aos serviços de inteligência de Pequim.

A ordem executiva do presidente proíbe novos downloads do TikTok desde domingo passado e vetará seu uso definitivo nos Estados Unidos a partir de 12 de novembro, a menos que um acordo seja alcançado para reestruturar sua propriedade.

O TikTok já teve aproximadamente 2 bilhões de downloads e estima-se que sua base de usuários seja de 700 milhões, o que o transforma em uma das maiores plataformas de redes sociais.

A pandemia de coronavírus ajudou o TikTok a expandir sua base para além dos usuários de smartphones, à medida em que acrescenta novos tipos de conteúdo e populares "influencers" se unem à plataforma.

- Ameaças de espionagem? -Embora seus vídeos extravagantes pareçam inofensivos, o TikTok levantou questionamentos sobre possíveis ameaças de segurança.

O senador republicano Marco Rubio solicitou em 2019 uma investigação sobre os vínculos do TikTok com as autoridades chinesas e em 2020 o Departamento da Defesa pediu que toda a sua equipe apagasse o aplicativo.

O TikTok nega estar vinculado ao governo chinês e garante que seus servidores são inacessíveis para Pequim.

"Armazenamos todos os dados dos usuários americanos nos Estados Unidos, com uma cópia de segurança na Singapura", disse o TikTok em um comunicado recente.

"Os centros de dados do TikTok estão localizados completamente fora da China".

No entanto, uma ordem executiva da Casa Branca em agosto afirmou que o TikTok "captura automaticamente uma vasta gama de informação de seus usuários" e que isso "ameaça permitir que o Partido Comunista da China acesse as informações pessoais e de propriedade dos americanos".

Segundo a Casa Branca, isso poderia permitir que a China "rastreasse a localização dos funcionários e contratados federais, além de criar arquivos de informações pessoais para chantagem e espionagem corporativa".

- Conseguir um acordo -Trump tentou tirar o TikTok do controle chinês e deu sua bênção a um acordo que tornaria a gigante do Vale do Silício, Oracle, sócia de dados do aplicativo.

Ainda não se sabe se Pequim aprovaria este acordo, cujos termos não estão claros.

Um dos detalhes cruciais é o que aconteceria com o algorítmo de recomendação do TikTok, que é visto como a chave de seu sucesso.

A China emitiu, no mês passado, novas regras que evitariam a exportação de algorítmos e tecnologias de inteligência artificial.

A ByteDance afirmou que manteria o controle do algorítmo, enquanto a Oracle poderia simplesmente monitorar os dados e o código-fonte em busca de falhas de segurança.

Trump disse que não aceitará um acordo que permita à China manter o controle do TikTok.

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