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Amber Heard justificou fezes na cama de Depp a 'pegadinha', diz testemunha

Johnny Depp trava disputa judicial contra a ex-esposa, Amber Heard - Reprodução/Instagram
Johnny Depp trava disputa judicial contra a ex-esposa, Amber Heard Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para Splash, em Maceió

29/04/2022 18h20

Starling Jenkins, motorista e guarda-costas do ator Johnny Depp, disse em depoimento à Justiça dos Estados Unidos que a atriz Amber Heard justificou as fezes colocadas na cama do ex-marido a uma "pegadinha" que acabou dando errado.

De acordo com a imprensa norte-americana, Jenkins relatou que Heard confidenciou o episódio quando ele a levava para o festival de música Coachella, e, ao questionar a atriz sobre o porquê de ter colocado o cocô na cama, a famosa classificou sua ação como uma "pegadinha".

"Tivemos uma conversa sobre essa 'surpresa' que ela deixou na cama do chefe antes de sair. Na ocasião, ela disse se tratar de uma 'pegadinha horrível que deu errado'", contou o motorista em depoimento.

O caso de defecação veio à tona após o próprio Johnny Depp relatar o ocorrido nos autos do processo que Amber Heard move contra ele. Segundo contou, o episódio foi um dos motivos para o fim do casamento entre os dois.

"Minha reação inicial foi rir", disse o artista sobre as fotos apresentadas no julgamento. "Era uma coisa tão fora, tão bizarra e tão grotesca que eu só conseguia rir", completou.

Na sequência do depoimento, Johnny Depp comentou sobre a justificativa apresentada por Amber Heard após o ator encontrar as fezes no lado da cama em que dormia. "Ela tentou culpar os cachorros. Eles são yorkshires pequenos e pesam cerca de 4 kg cada. Eu vivi com aqueles cachorros. Eu peguei o cocô deles. Não foram os cachorros", depôs o artista.

O ator afirmou que foi agredido pela ex-mulher antes do episódio e também considerou os amigos de Amber culpados pelas fezes na cama.

Entenda

Johnny Depp foi substituído em "Animais Fantásticos 3" após perder um processo para o jornal britânico "The Sun". A publicação o chamou de "espancador de esposas", lembrou a revista Vanity Fair.

A justiça considerou que a manchete era "substancialmente verdadeira" após o jornal apresentar 14 relatos de abusos da ex-mulher do ator, a atriz e modelo Amber Heard, 35.

Os advogados de Amber Heard defenderam que, durante o casamento, Johnny Depp virava um "monstro" pelo consumo de drogas e álcool, com "ataques de raiva" que terminaram em agressões verbais, físicas e sexuais.

O julgamento está em andamento nos EUA. A defesa da modelo relatou várias cenas de violência, principalmente em março de 2015 na Austrália, onde Depp filmava o quinto episódio de "Piratas do Caribe".

"Esse monstro aparecia quando bebia ou usava drogas", acrescentou a advogada Elaine Bredehoft, mencionando coquetéis de álcool, medicamentos, cocaína, ecstasy e cogumelos alucinógenos.

O que motivou o julgamento

Ambos se acusam de difamação desde que ela publicou no jornal The Washington Post um artigo em que se descreve como uma "figura pública que representa a violência doméstica". "Eu falei contra a violência sexual e enfrentei a ira de nossa cultura. Isso tem que mudar", diz o texto de 2018.

A atriz não cita em nenhum momento Depp. Mas o ator a processou por difamação por insinuar que ele era um agressor. Ele pede US$ 50 milhões (R$ 233 milhões) em danos.

Após a publicação da coluna, Depp, que nega a agressão, entrou com uma ação de difamação contra Amber. A atriz, por sua vez, entrou com um processo de difamação em que pede US$ 100 milhões (R$ 466 milhões) pela continuação dos "abusos" e "assédio" que Depp lhe impôs durante o casamento.

O ator entrou com a ação no estado da Virgínia, onde o Washington Post é impresso e onde o marco legal é mais favorável às denúncias de difamação do que na Califórnia, onde os dois atores residem. Os pedidos da atriz para que o processo fosse arquivado foram negados.

Os dois devem testemunhar com os atores James Franco, Paul Bettany e o magnata Elon Musk. O julgamento deve durar seis semanas.

Este caso se pauta principalmente na "Primeira Emenda" da Constituição, que confere a Amber Heard "o direito de dizer as palavras que disse", respondeu Rottenborn, e pediu ao júri que "confirme e proteja" esse direito.