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Marcelo Falcão, ex-O Rappa, tem prisão domiciliar decretada

Ane Cristina

De Splash, em São Paulo

12/11/2021 21h37Atualizada em 15/11/2021 13h33

A Justiça do Rio de Janeiro decretou na segunda-feira (8) a prisão do cantor Marcelo Falcão, ex-vocalista d'O Rappa, pelo não pagamento de pensão alimentícia.

Em nota envidada a Splash, o TJ-RJ indicou que ele ficará 60 dias em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, e só poderá sair de casa para atendimentos médicos. O mandado foi expedido ontem.

A ação, que ultrapassa a quantia de R$ 80 mil, foi proposta pela filha do cantor, Agatha Cristal Silveira, de 22 anos. Falcão está em uma turnê na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos.

"Nos presentes autos está demonstrado de forma clara o descaso do executado em relação ao cumprimento de sua obrigação em pagar a integralidade dos alimentos à filha, hoje maior", diz a decisão do juiz Andre Cortes Vieira Lopes, da 18ª Vara de Família do Rio.

Por outro lado, o cantor alega na ação que não tem condições de pagar a dívida, citando ainda que o valor estipulado apresenta "flagrante excesso do quanto estabelecido".

Ele afirma que sua "carreira de músico teve um declínio no cenário mundial após o desfazimento da banda que pertencia, contraindo dívidas para alavancar sua carreira solo".

Em nota, o advogado do cantor, José Estevam de Macedo Lima, apontou que o cantor vem cumprindo com sua obrigação e que nunca se negou a pagar a pensão.

"Marcelo Falcão vem cumprindo com sua obrigação exatamente como foi determinado pela Justiça, na ação revisional dos alimentos provisórios. Informa ainda que o processo está em segredo de justiça e que, portanto, não pode dar detalhes. O cantor nunca se negou a pagar pensão alimentícia, mas segue combatendo os fundamentos que deram causa à ordem, uma vez que partiu de premissa equivocada, sendo estabelecida de modo contrário ao que determina o STJ, e não se vincula à quantia que é paga mensalmente à sua filha a título de alimentos provisórios. Cabe dizer que o processo se arrasta há tempos, primeiro porque ficou paralisado para restauração por 2 anos, a pedido do próprio patrono da demandante por extravio dos autos, e segundo para realização da instrução processual. Informa ainda que o manejo de recursos ao Tribunal de Justiça foi necessário para equilibrar as decisões. Por fim, o cantor lamenta que um processo em segredo de justiça seja utilizado com o único fim de tentar prejudicar sua carreira", diz o advogado.

Falcão diz que filha quer destruir sua carreira

O cantor se manifestou na noite de hoje, após o caso sair na imprensa. Para ele, a filha quer destruir a carreira do pai e chamou o imbróglio de "mimimi e fofoquinha".

"Cheio de fofoquinha e mimimi no meu nome. Eu nunca deixei de cumprir nada perante a Justiça. Agora, descobrir [que tem uma filha] com 20 anos de idade, criada por outra pessoa, com nome de outra pessoa, não tive oportunidade de estar junto... E aí aparece porque é o tal do vocalista da banda lá, e vem com dois pés no peito querendo destruir minha carreira. Sou um cara honesto e ninguém vai conseguir fazer isso. Estou aqui para falar por respeito aos meus fãs. Sou cumpridor da Justiça e vou provar quem está errado", disse o cantor, no Instagram.

Teste de DNA em 2017

Em 2016, Falcão descobriu que era pai de Agatha, então com 17 anos. Ele havia feito o exame de DNA em janeiro daquele ano. Na época, a jovem morava no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, com a mãe e os irmãos.

"Descobri ontem que sou pai de uma menina de 17 anos que foi registrada por outro homem, que a trata como pai. Isso mesmo, 17 anos! Fui avisado que era pai num laudo técnico e não em uma maternidade, como costuma ser", escreveu o cantor, na ocasião.