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Alexandre Frota se revolta com soltura de DJ Ivis: 'Vagabundo e covarde'

Alexandre Frota recorreu ao Twitter para compartilhar sua revolta - Fátima Meira/Estadão Conteúdo
Alexandre Frota recorreu ao Twitter para compartilhar sua revolta Imagem: Fátima Meira/Estadão Conteúdo

De Splash, em São Paulo

23/10/2021 16h18

O ex-ator e atual deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) usou o Twitter para comentar a soltura de DJ Ivis, detido em julho após ser denunciado por agressão pela ex-mulher.

"Agrediu, espancou a esposa diversas vezes, tudo gravado, E 4 meses depois esse vagabundo, covarde do DJ Ivis é solto", comentou o deputado do PSDB.

Frota completou: "Absurdo, agredia a esposa na frente do filho. E agora vai ser solto. Realmente é revoltante. Absurdo".

Ontem, a SAP-CE (Secretaria de Administração de Prisões do Ceará) confirmou ao UOL que o músico havia sido liberado:

Foi feita a pesquisa jurídica, nada constava e ele foi posto em liberdade na noite desta sexta-feira, dia 22. Importante ressaltar, como foi dito anteriormente pela SAP, que o DJ nunca esteve no Imelda. Ele cumpria pena no CTOC e saiu de lá hoje.

Prisão de DJ Ivis

Iverson de Souza Araújo foi preso preventivamente no dia 14 de julho. Pamela já havia ido à polícia e feito um boletim de ocorrência por agressão contra Ivis no dia 3 de julho. No dia seguinte, o MP (Ministério Público) solicitou uma medida protetiva para a mulher e a filha, o que foi concedido pelo TJ-CE.

Em 27 de julho, o músico foi indiciado pela Polícia Civil do Ceará por três crimes: lesão corporal, ameaça e injúria no âmbito da violência doméstica. No mês passado, a Justiça do estado do Ceará aceitou a denúncia do MPCE (Ministério Público do Ceará), e o artista ainda se tornou réu por lesão corporal e ameaça — com circunstância agravante.

Antes da decisão anunciada ontem, foram seis os pedidos de habeas corpus em favor do músico — todos negados. O último, no início de setembro, foi recusado por Gilmar Mendes, ministro do (STF) Supremo Tribunal Federal.

Violência contra a mulher: denuncie

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 180 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008.

A denúncia também pode ser feita pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.