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Viola Davis diz que só lhe oferecem papéis de 'empregada ou mãe de luto'

3.mar.2020 - A atriz norte-americana Viola Davis durante lançamento de linha de cosméticos da L"Oréal Paris, na Califórnia (EUA) - Getty Images for L"Oréal Paris
3.mar.2020 - A atriz norte-americana Viola Davis durante lançamento de linha de cosméticos da L'Oréal Paris, na Califórnia (EUA) Imagem: Getty Images for L'Oréal Paris

De Splash, em São Paulo

17/02/2021 14h36

Viola Davis disse que criou sua própria produtora, a JuVee Productions, para financiar os seus projetos e escapar dos papéis que normalmente lhe oferecem em outras séries e filmes. Em entrevista à Variety, ela contou sobre os roteiros que normalmente chegam à sua mesa.

Ninguém está desenvolvendo filmes com alguém como eu em mente. Eu sou uma mulher de 55 anos, de pele negra, em Hollywood. Eu ainda recebo ofertas para ser 'a empregada', ou 'a mãe de família chorando em cima do cadáver do seu filho no meio da rua'."
Viola Davis revela projetos que a oferecem

Uma das grandes "broncas" da atriz é "nunca ser vista como um ser sexual": "Os fundamentos básicos do que é ser mulher não parecem me incluir", disse.

Entre as exceções à regra, Viola destacou o papel da advogada Annalise Keating em "How to Get Away with Murder". "Aquela foi minha primeira chance de criar uma mulher completa", comentou.

Quando vemos mulheres negras nas telas, somos uma extensão da nossa história. Somos vistas como tão fortes que ficamos quase masculinizadas. Não sentimos nenhuma dor. Não somos desejadas, ou abraçadas. Na série, tive a chance de explorar o que é ser mulher, toda a bagunça disso, até mesmo os traumas sexuais."
Viola Davis sobre 'How to Gey Away with Murder'

Viola Davis em 'How To Get Away With Murder' - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Viola Davis em 'How To Get Away With Murder'
Imagem: Reprodução/Instagram

Viola não quer que Annalise seja a única, no entanto. Com sua produtora, ela busca sempre representar a experiência negra em toda a sua riqueza, buscando nos apresentar pessoas que merecem ser celebradas, "mesmo que não tenham entrado para o livro de história".

Mesmo que elas não sejam pessoas fáceis de gostar, mesmo que elas não sejam 'bonitas' -- e essa é uma grande preocupação minha --, mesmo que elas não sejam heterossexuais, mesmo que sintam raiva de Deus. E é uma honra trabalhar com artistas cujo objetivo é aprofundar as histórias que contamos sobre pessoas não-brancas."
Viola Davis sobre projetos de sua produtora

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