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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Atriz e professora de teatro, Berta Zemel morre aos 86 anos

Berta Zemel e Tony Ramos na novela "Vitória Bonelli", na TV Tupi, em 1973 - Reprodução
Berta Zemel e Tony Ramos na novela "Vitória Bonelli", na TV Tupi, em 1973 Imagem: Reprodução
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Mauricio Stycer

Jornalista, nascido no Rio de Janeiro em 1961, mora em São Paulo há 29 anos. É repórter especial e crítico do UOL. Assina, aos domingos, uma coluna sobre televisão na "Folha de S.Paulo". Começou a carreira no "Jornal do Brasil", em 1986, passou pelo "Estadão", ficou dez anos na "Folha" (onde foi editor, repórter especial e correspondente internacional), participou das equipes que criaram o "Lance!" e a "Época", foi redator-chefe da "CartaCapital", diretor editorial da Glamurama Editora e repórter especial do iG. É autor dos livros "Adeus, Controle Remoto" (editora Arquipélago, 2016), "História do Lance! ? Projeto e Prática do Jornalismo Esportivo? (Alameda, 2009) e "O Dia em que Me Tornei Botafoguense" (Panda Books, 2011). Contato: mauriciostycer@uol.com.br

Colunista do UOL

27/02/2021 16h51

Muito respeitada e admirada no meio artístico, a atriz e professora de teatro Berta Zemel morreu na noite de quinta-feira (25), em São Paulo, aos 86 anos, em decorrência de broncopneumonia.

Ao lado do marido, o também ator Wolney de Assis (1937-2015), Berta formou uma geração de atores na escola Teatro Móvel, de São Paulo. Atuou no teatro, no cinema e na televisão.

Berta Zemelmacher nasceu em São Paulo, em 6 de agosto de 1934, filha de imigrantes poloneses que vieram para o Brasil em 1933. Adotou o nome artístico Zemel por sugestão do ator Sérgio Cardoso.

Na década de 1970, Berta se afastou dos palcos depois que seu marido se engajou na militância política clandestina contra a ditadura militar. Só voltou aos palcos no ano 2000 com "Anjo Duro", uma peça sobre o trabalho de Nise da Silveira.

Na TV, participou do Grande Teatro Tupi, dirigida por Sérgio Brito, entre outros trabalhos, nas décadas de 1950 e 60. Em 1973, em um de seus momentos mais populares, protagonizou a novela "Vitória Bonelli", na Tupi, como mãe do personagem de Tony Ramos.

Também atuou em "As Gaivotas" (Tupi, 1979), "Jogo de Amor" (SBT, 1985) e "Água na Boca" (Band, 2008), entre outros. Em 1997, fez uma participação em "Malhação", na Globo.

Berta Zemel - Divulgação - Divulgação
Berta Zemel e Leonardo Miggiorin em cena da comédia "O Casamento de Romeu e Julieta"
Imagem: Divulgação

No cinema destacam-se os filmes "Desmundo" (2002), de Alain Fresnot, "O Casamento de Romeu e Julieta" (2004), de Bruno Barreto, e "A Casa de Alice" (2007), de Chico Teixeira.

Berta foi uma colecionadora de prêmios. O seu perfil na Wikipedia registra 16 prêmios importantes por trabalhos no teatro e no cinema. Segundo a assessora Ester Lopez, Berta venceu todos os prêmios em que foi indicada.

A biografia de Berta, "A Alma das Pedras", escrita por Rodrigo Antunes Corrêa, publicada na Coleção Aplauso, está disponível em pdf aqui.