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Globo diz que imagens vazadas integram ação de Harter contra a emissora

Marcos Harter encurralou Emilly Araújo contra a parede num final de festa do "BBB 17" - Reprodução / Internet
Marcos Harter encurralou Emilly Araújo contra a parede num final de festa do "BBB 17" Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

27/08/2020 16h13Atualizada em 27/08/2020 18h22

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (27), a Globo afirma que as imagens do encontro de Emilly Araújo com uma advogada e um médico da emissora durante o "BBB 17", vazadas na noite de quarta-feira (26), são as mesmas que a empresa entregou "às autoridades competentes" em cumprimento uma determinação judicial este ano.

As imagens foram enviadas em resposta a uma ação judicial que Marcos Harter move contra a Globo. Como informou o Noticias da TV em fevereiro, o médico entrou com um processo por danos morais contra a emissora, em que pede indenização de R$ 750 mil.

A ação foi distribuída à 28ª Vara Cível de São Paulo no dia 20 de fevereiro. Nela, Harter argumenta que sua imagem foi prejudicada pela emissora ao ser expulso do "BBB17".

A nota divulgada pela Globo nesta quinta-feira diz o seguinte: "A Globo tem rígidas medidas de segurança da informação constantemente revistas. No caso específico dessas imagens, em cumprimento a uma determinação judicial, elas foram entregues às autoridades competentes na ação movida pelo ex-participante do BBB, Marcos Harter, contra a Globo."

Harter também divulgou uma nota sobre as imagens vazadas, na qual faz acusações contra Emilly e a Globo. Ele diz que foi agredido pela participante e critica a emissora por não mostrar isso no programa.

Tanto Emilly quanto a Globo tomaram conhecimento das acusações de Harter, mas me informaram que não pretendem responder.

A nota de Harter diz o seguinte: "Eu saí do programa com meus braços cheios de marcas das unhas de Emilly e isso nunca foi levado em consideração, além das outras agressões que ela fez contra mim, e isso nunca foi abordado pela Globo. Se de fato Emilly foi agredida, por que as mais de 200 câmeras do programa não conseguiram registrar tais cenas e estas nunca vieram ao público? Garanto que nunca virão; pois não existem."

Emilly estuda ação judicial contra Harter

Campeã do "BBB 17", Emilly Araújo se surpreendeu com as declarações do médico Marcos Harter, divulgadas nesta quinta-feira (27), acusando-a de agressão contra ele durante o reality show.

Enviado por seu advogado, Paulo Victor Lima, a nota enxerga uma "verdadeira campanha vexatória contra a honra de Emilly" e sinaliza que a ex-participante decidiu mover uma ação judicial contra Harter.

"Lamentável a postura adotada pelo Dr. Marcos, o qual continua com uma verdadeira campanha vexatória contra a honra de Emilly ao proferir acusações levianas e sem nenhum lastro probatório", diz o texto.

Prossegue a nota: "Harter não pode contorcer seu direito de defesa para proferir ataques contra Emilly. Todas as medidas judiciais possíveis serão adotadas para romper com este círculo pernicioso".


O conteúdo do vídeo vazado

O vídeo vazado na noite de quarta tem cerca de dez minutos de duração e mostra o encontro de Emilly com uma advogada e um médico da Globo no dia 10 de abril de 2017. Horas depois deste encontro, o apresentador Tiago Leifert anunciou a expulsão de Marcos do programa.

A advogada informa: "Por conta do seu último desentendimento com o Marcos, a Delegacia de Atendimento à Mulher sugeriu que nós viéssemos aqui falar com você e alertar, dizer a você que, enquanto mulher, você tem o direito, caso queira, a medidas protetivas de urgência".

Ao médico, Emilly relata: "Lembra aquele roxo que eu te mostrei no meu braço? Foi o Marcos que fez. Agora já saiu", diz ela. Questionada, a jovem confirma que foi um "beliscão". Ela relata ainda dois outros momentos de violência.

Num, ela diz: "E ele apertou muito forte o meu pulso e não deixou marca. Só um pouquinho aqui. Mas doeu bastante na hora. Reclamei pra ele que tava doendo, que ele tava apertando muito forte o meu pulso".

No outro, Emilly conta: "Não queria falar com ele, ele me forçou a falar com ele. E quando a gente deitou no chão, ele bat... ele segurou meu rosto assim e, não ficou doendo, mas ele bateu minha cabeça assim, balançou minha cabeça. Eu assustei com aquilo e ele começou a chorar. Daí eu perdoei ele."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL