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Chimpanzé retratado no Livre Acesso ainda pode voltar a zoológico

Colaboração para MOV, de São Paulo

04/12/2020 04h00

livre acesso - Reprodução - Reprodução
Black e Dolores em cena do sétimo episódio do Livre Acesso
Imagem: Reprodução

Uma liminar que pode levar o chimpanzé Black de volta ao zoológico de Sorocaba ainda está pendente na Justiça. A história do primata é retratada no sétimo episódio do programa Livre Acesso, que você pode assistir clicando aqui.

No início de 2019, Black foi transferido do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros para o Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba. De acordo com o ativista Leandro Ferro, um dos responsáveis pelo processo que tornou possível a mudança do chimpanzé, logo que o zoológico adquiriu Black, ele passou a ter a companhia de uma fêmea, que morreu há cerca de uma década. Depois disso, viveu completamente sozinho.

"O chimpanzé é um animal extremamente gregário, assim como o homem, e precisa de companhia, precisa socializar. No zoológico de Sorocaba ele ficava preso muitas horas por dia no chamado cambiamento, que é uma parte que não fica visível ao público", afirmou o ativista. O cambiamento é uma área de confinamento que todos os zoológicos possuem para garantir a segurança das equipes que trabalham nesses locais.

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Os chimpanzés Black e Dolores em cena do Livre Acesso
Imagem: Reprodução

Munido desses argumentos -o isolamento e a prisão em que o chimpanzé ficava-, Ferro e outros ativistas ingressaram na Justiça com um pedido de transferência do animal. Em uma liminar, o Tribunal de Justiça ordenou a mudança de Black do zoológico para o santuário em que ele está hoje.

Ferro considera improvável que a corte determine uma nova transferência do animal. "A decisão foi provisória, não foi definitiva. Pode ser, apesar da probabilidade muito baixa, que a Justiça mande o Black voltar para o zoológico, mas, pelo curso do processo, nós realmente não acreditamos que isso vai acontecer. Hoje ele está socializado."

No santuário, Black, que tem cerca de 50 anos e já é considerado um animal idoso, se adaptou rápido a um espaço muito maior (no zoológico, a cela dele tinha cerca de 200 m² -agora ele tem mais de 2.000 m² à disposição) e ganhou uma companheira, uma chimpanzé chamada Dolores.

No Livre Acesso, a ativista Luisa Mell afirma que, em um mundo ideal, os santuários não existiriam, mas que eles cumprem o papel de abrigar animais sem provocar o estresse causado pela visitação em zoológico, já que é muito difícil reintroduzir animais de cativeiro na natureza.

Segundo Camila Gentile, a veterinária do santuário de Sorocaba, os animais chegam ao local "em situação de maus tratos, pois viveram muito tempo em gaiolas, em circos. Muitos são mutilados, têm as garras arrancadas, os dentes cerrados, são castrados. Eles viveram muito tempo em cativeiro, por isso não sabem mais sobreviver e caçar".

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