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Veterana Sjöström e adolescente McIntosh levam 2º ouro no Mundial de Natação

25/06/2022 16h53

Budapeste, 25 Jun 2022 (AFP) - Sarah Sjöström, que ganha títulos mundiais desde os 15 anos, e Summer McIntosh, que estreou no Mundial de Natação nesta edição em Budapeste, conseguiram seu segundo ouro na competição neste sábado na capital húngara.

Sjöström, de 28 anos, ganhou os 50 metros borboleta, apenas 24 horas depois de ser campeã nos 50 metros livre, sua décima medalha de ouro em Mundiais.

McIntosh, canadense de 15 anos, superou a americana Katie Grimes, de 16, para vencer a final dos 400 metros medley.

A adolescente já tinha levado o ouro nos 200 metros borboleta e a prata nos 400 metros livre, sendo superada apenas pela estrela da natação americana Katie Ledecky.

McIntosh (4m32s04) chegou à frente de Grimes por 63 centésimos (4m32s67), enquanto outra americana, Emma Weyant, ficou em terceiro (4m36s00), deixando fora do pódio a húngara Katinka Hosszu, detentora do recorde mundial da prova, e a campeã olímpica, a japonesa Yui Ohashi.

"Tentei empurrar meu corpo o máximo possível. O público me deu muita adrenalina", declarou McIntosh, que chegou a sua quarta medalha em Budapeste (uma delas no rezamento 4x200 metros feminino).

Na prova dos 50 metros livre feminino, Sjöström fez o tempo de 23.98 para ficar com o ouro, com dois décimos à frente da polonesa Katarzyna Wasick, e a australiana Meg Harris e a americana Erika Brown dividindo o bronze.

A sueca conseguiu seu primeiro título europeu com 14 anos e ganhou seu primeiro ouro mundial um ano depois, em 2009.

Esta é a segunda medalha de ouro neste campeonato para Sjöström, que na sexta-feira tinha vencido os 50 metros borboleta.

Em Budapeste, ela também ficou com a medalha de prata nos 100 metros livre.

Com 20 medalhas em Mundiais, Sjöström está a apenas duas do recorde da americana Katie Ledecky, que no entanto tem muito mais ouros que a sueca (19 a 10).

"Talvez minha mentalidade e também um trabalho muito duro, mas acima de tudo amo o que faço", respondeu a nadadora ao ser perguntada sobre o segredo de sua longevidade no esporte.

Sjöström ficou a um passo de conquistar outra medalha com o quarto lugar no revezamento 4x100 metros livre, prova vencida pelos Estados Unidos, com Austrália levando a prata e o Canadá o bronze.

- Da desclassificação ao ouro -O último dia de finais trouxe o resultado mais incerto e com mais suspense. O americano Justin Ress ganhou a prova dos 50 metros costas, mas foi desclassificado após os juízes considerarem que ele tocou a borda na chegada com o corpo totalmente submerso na água.

Isso fez com que que seu compatriota Hunter Armstrong fosse considerado o vencedor. Mas mais tarde, após revisão das imagens da prova, os juízes anularam a punição e Ress finalmente ficou com a medalha de ouro. A demora na decisão fez com que a cerimônia de premiação tivesse que ser repetida para nova entrega das medalhas.

Rees e Armstrong foram acompanhados no pódio pelo polonês Kswarey Masiuk.

O italiano Thomas Ceccon, que ficou fora do pódio após a revisão do resultado, teve sua revanche ao ganhar depois o ouro no revezamento 4x100 medley, deixando os americanos com a segunda posição. A Grã-Bretanha ficou em terceiro.

Esta foi a quinta medalha de ouro para a delegação italiana, que pouco antes tinha ganhado os 1500m livre com Gregorio Paltrinieri.

Em outra final deste sábado, a lituana Ruta Meilutyte ganhou seu primeiro ouro desde 2013, superando por apenas um décimo a italiana Benedetta Pilato, de 17 anos, nos 50 metros peito, com a sul-africana Lara van Niekerk completando o pódio, em terceiro.

Meilutyte não ganhava uma medalha em um campeonato importante desde 2015. "É bonito voltar a ser campeã do mundo", declarou a nadadora.

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