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Nadal e Federer: segundo saque é 'arma secreta' para dominar os Grand Slams

Nadal e Federer venceram os três torneios de Grand Slam de 2017 - Matthew Stockman/Getty Images
Nadal e Federer venceram os três torneios de Grand Slam de 2017 Imagem: Matthew Stockman/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/08/2017 04h00

Rafael Nadal e Roger Federer dominaram os três Grand Slams disputados neste ano. Federer conquistou o Aberto da Austrália e Wimbledon, enquanto Nadal faturou Roland Garros. E um fator em comum pode ajudar a explicar como a experiente dupla voltou a dar as cartas nos maiores torneios do circuito: o segundo saque.

Segundo levantamento do “The New York Times”, Nadal e Federer lideram a temporada no quesito pontos ganhos no segundo serviço. O espanhol venceu 61% dos pontos disputados no seu segundo saque, enquanto o suíço aparece logo atrás nessa estatística, com aproveitamento de 60%.

Na campanha do título no Aberto da Austrália deste ano, Federer levou a melhor em 55% do segundo saque, número que, isolado, não chama tanta atenção. Em Wimbledon, porém, esse número subiu para 67%. Nadal, por sua vez, venceu incríveis 74% dos pontos jogados no seu segundo saque.

Ambos têm usado cada vez mais a mesma estratégia: sacar a segunda bola sobre o corpo do adversário e no lado mais fraco. Federer opta geralmente por uma bola mais alta, enquanto o efeito aplicado por Nadal visa fugir do golpe de forehand.

Nesta terça-feira, Nadal e Federer começam suas caminhadas no Aberto dos Estados Unidos para tentar manter a supremacia nos Grand Slams deste ano. E os números do torneio norte-americano destacam ainda mais o desempenho de ambos no saque.

No ano passado, por exemplo, a média de pontos feitos pelo sacador no segundo serviço foi de 49%, muito abaixo dos números de Nadal e Federer. Os 74% de Nadal em Roland Garros, por exemplo, superam até a média de aproveitamento dos sacadores no primeiro saque do ano passado, que ficou em 71%.

A fórmula tem funcionado para ambos. Nadal, aos 31 anos, voltou a liderar o ranking mundial e vê Federer, aos 36, na terceira colocação, com chances de retornar ao topo no Aberto dos EUA. Os dois são apontados como favoritos no último Grand Slam do ano. Resta saber o quão difícil será quebrar o saque da dupla.
 

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