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Maurine se emociona com derrota da seleção feminina: Sei o quanto dói perder

Do UOL, em São Paulo

30/07/2021 11h38

Medalhista de prata com a seleção feminina de futebol em Pequim-2008, Maurine se emocionou ao comentar a derrota do Brasil para o Canadá nos pênaltis nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio, cobrou que não se olhe para a modalidade apenas em ano olímpico e ressaltou saber a dor que as jogadoras estão sentindo com a eliminação.

Em sua participação no programa UOL News Olimpíadas, Maurine afirma que conhece o sentimento neste momento e que se sente como se também estivesse em campo na derrota.

"Eu falo assim que eu me sinto lá, eu me senti dentro de campo com as meninas, porque eu sei o quanto é difícil, o quanto é sofrido, o quanto a gente passa, a dificuldade nos clubes, em tudo. Mas não é desculpa, não estou aqui querendo redimir pela derrota, as meninas são muito guerreiras, eu sei o quanto dói perder e eu sei cada lágrima que elas derramaram e eu também já derramei, é doído", afirma Maurine.

"É doído porque é muito tempo de trabalho em tão pouco tempo de competição, uma competição tão forte, em tão curto tempo e você se dedica tanto para isso e às vezes não acontece da forma que a gente gostaria", completa.

Ela também reforçou as falas de Marta e Cristiane, citou a luta que elas tiveram para que hoje mais meninas pudessem ter condições de jogar, mas cobrou para que o apoio seja maior, assim como a estrutura nos clubes.

"Normalmente em ano de Olimpíadas os olhos para o futebol feminino aparecem muitos, mas aí depois, acaba às vezes no esquecimento. É o que a Marta falou, não deixem de apoiar, não apoie somente nas Olimpíadas. O futebol feminino é muito carente disso, do apoio, de patrocínios, de um todo. Foi que a Cris também falou, que as pessoas não têm a noção do amor que a gente tem por esse esporte. A gente joga por amor mesmo, não é pelo dinheiro, não é pela fama, não é por nada", diz a vice-campeã olímpica.

"Hoje estão vivendo um pouco melhor o futebol feminino do que antigamente, antigamente a gente era muito mais difícil, hoje é muito mais fácil, mas a gente assim como Marta, Cris, Formiga, até mesmo eu, que começou lá atrás, para poder hoje ter uma melhoria no futebol feminino, para essas meninas mais jovens poderem dar continuidade nesse trabalho e eu tenho certeza que se tiver o apoio da mídia, do torcedor, dos clubes mesmo terem uma preparação boa para essas meninas, eu tenho certeza que nós vamos ter muitas condições de chegar numa final ainda, eu tenho certeza que ainda vou ver esse ouro olímpico no futebol feminino", conclui.

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