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Argentina bate Itália, é campeã da Finalíssima e fica mais perto de recorde

Lionel Messi, capitão da Argentina, levanta taça da Finalíssima após vitória de 3 a 0 diante dos europeus Imagem: Shaun Botterill/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/06/2022 17h44

A Argentina mostrou eficiência e venceu, por 3 a 0, a Itália na Finalíssima, torneio que reuniu os campeões da Eurocopa e da Copa América e que aconteceu hoje em Wembley, na Inglaterra. Os gols do duelo foram marcados por Lautaro Martínez, Dí Maria e Dybala.

Com o resultado, a seleção sul-americana alcançou a marca de 32 partidas de invencibilidade e busca, ainda neste ano, bater o recorde mundial que pertence justamente aos italianos (37 jogos). A última derrota da equipe de Lionel Scaloni ocorreu em julho de 2019 diante do Brasil.

O duelo também serviu como uma despedida frustrada de Chiellini do elenco europeu. Depois de entrar em campo 117 vezes para defender a camisa italiana, o zagueiro de 37 anos fez a última aparição pelo seu país e, sem o título do torneio, foca no seu futuro, já que está deixando a Juventus.

Início é italiano

A partida começou agitada e com as duas equipes rápidas na construção de jogadas. As primeiras grandes chances, no entanto, só saíram a partir dos dez minutos e foram italianas.

No primeiro ataque contundente, Jorginho arrancou pelo meio e, já na entrada da área, tocou de lado para Raspadori. O atacante girou, finalizou colocado e obrigou Emiliano Martínez a fazer boa defesa.

Aos 19 minutos, os europeus insistiram e assustaram novamente: Bernardeschi recebeu lindo lançamento de Bonucci na ponta direita e cruzou para o meio da área. O zagueiro Romero, de maneira providencial, cortou para escanteio e evitou o possível gol de Belotti.

O próprio Belotti, aliás, cabeceou uma bola pouco depois e viu o arqueiro sul-americano trabalhar mais uma vez.

Raspadori obrigou Martínez a trabalhar durante Itália x Argentina, válido pela Finalíssima Imagem: Mike Hewitt/Getty Images

Messi aparece, e Argentina abre o placar

Depois dos sustos, a Argentina conseguiu neutralizar o ritmo do duelo e passou a agredir o adversário europeu. Deu certo.

Aos 26 minutos, após boa triangulação na ponta direita do ataque sul-americano, Messi recebeu na entrada da área e bateu de perna direita contra o gol de Donnarumma, que conseguiu encaixar.

Um minuto depois, o camisa 10 chamou novamente a responsabilidade e, desta vez, viu o lance terminar com final feliz. Ele iniciou a jogada recebendo de costas pela esquerda e girando sobre Di Lorenzo.

Rápido e habilidoso, o craque do PSG protegeu, impediu o desarme do rival e carregou até a linha de fundo, cruzando para Lautaro Martínez apenas desviar para o gol italiano: 1 a 0.

Lautaro Martínez abriu o placar para a Argentina diante da Itália após linda jogada de Lionel Messi Imagem: Ben Stansall / AFP

Golaço argentino

Já nos acréscimos da etapa inicial, a Argentina, que não recuou com a vitória parcial e seguiu dominando, chegou ao seu 2° gol com muita categoria.

A jogada começou com o goleiro Emiliano Martínez, que lançou na medida para Lautaro em meio à marcação pressão italiana. O atacante dominou de costas para Bonucci e conseguiu se livrar do veterano zagueiro, arrancando em direção ao gol europeu.

Com precisão, o autor do 1° gol acionou em passe diagonal o meia-atacante Di María, que ficou livre com Donnarumma e, de cavadinha, ampliou: 2 a 0.

Di María deslocou Donnarumma com categoria e balançou as redes italianas na Finalíssima Imagem: Ben Stansall / AFP

Fim de uma era

Experiente zagueiro italiano, Chiellini, de 37 anos, deixou o campo no intervalo para a entrada de Lazzari e, com isso, se despediu dos jogos defendendo o seu país.

A trajetória do jogador com a seleção europeia começou em 2005 — mesmo ano, inclusive, em que chegou à Juventus. Ao todo, ele realizou 117 jogos com a camisa azul.

Agora ex-capitão da Itália, Chiellini também está de saída do clube de Turim. O jogador, que ainda não deve se aposentar do futebol, já é sondado em times dos EUA.

Chiellini fez sua última partida defendendo a seleção italiana no jogo contra a Argentina Imagem: Claudio Villa/Getty Images

Trapalhada de Bonucci e Donnarumma evitando o pior

O começo do 2° tempo ficou marcado por um lance bizarro envolvendo Bonucci, que sucedeu Chiellini no posto de capitão da Itália.

Aos dez minutos, o zagueiro recuou uma bola para Donnarumma e acabou errando completamente a trajetória do passe. O goleiro precisou correr para evitar, em cima da linha, mais um gol argentino.

Donnarumma precisou consertar passe errado de Bonucci e evitou gol contra durante Itália x Argentina Imagem: Adrian DENNIS / AFP

Sul-americanos fecham o placar com Dybala

O 3° gol, aliás, quase saiu em dois lances pouco depois da lambança — ambos com Di María. Primeiro, o meia-atacante recebeu pela direita, cortou para o meio e finalizou à meta de Donnarumma, que fez milagre e espalmou para escanteio.

Na cobrança, o próprio jogador, que está deixando o PSG, foi acionado e bateu firme para nova intervenção do arqueiro adversário — que brilhou em três chutes de Messi nos lances seguintes e evitou o colapso de sua equipe.

Até o apito final, a Argentina valorizou a posse de bola e ainda teve oportunidades de balançar as redes novamente. Só nos acréscimos, com Dybala, que havia acabado de entrar para substituir Lo Celso, o tão esperado 3° gol saiu em chute colocado e rasteiro: 3 a 0 e título da Finalíssima garantido.

Dybala marcou já nos acréscimos e selou o título argentino da Finalíssima Imagem: Glyn KIRK / AFP

Ficha técnica: Itália 0x3 Argentina

Torneio: Finalíssima

Data: 1° de junho de 2022

Local: Wembley, em Londres (Inglaterra)

Horário: 15h45 (de Brasília)

Gols: Lautaro Martínez (27 min do 1° tempo), Di María (45 min do 1° tempo) e Dybala (48 min do 2° tempo).

Itália: Donnarumma; Di Lorenzo, Bonucci, Chiellini (Lazzari) e Emerson (Bastoni); Barella, Jorginho e Pessina (Spinazolla); Bernardeschi (Locatelli), Belotti (Scamacca) e Raspadori. Técnico: Roberto Mancini

Argentina: Emiliano Martínez; Molina, Romero (Pezzella), Otamendi e Tagliafico; De Paul (Palacios), Guido Rodríguez e Lo Celso (Dybala); Di María (Nicolás González), Messi e Lautaro Martínez (Álvarez). Técnico: Lionel Scaloni

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