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Saída de Kleina abre portas para Deola, França e esquecidos no Palmeiras

Do UOL, em São Paulo

09/05/2014 06h01

Muitas vezes o treinador não tem culpa, mas a mudança de comando é necessária para chacoalhar o grupo. Essa é a justificativa de muitos jogadores, dirigentes e, até mesmo de treinadores em mudanças de comando. No Palmeiras, independentemente da culpa de Gilson KIeina no mau momento, a troca certamente causará o mesmo efeito.

Ainda sem definição do nome que comandará a equipe do Palestra Itália, vários jogadores começaram, já nesta quinta-feira, uma vida nova, sob o comando de Alberto Valentim. É o caso de Deola, por exemplo. O goleiro já vinha treinando com bola desde segunda-feira, mas, coincidentemente com a saída de Kleina, voltou a participar de um rachão com seus companheiros.

França é outro caso. Afastado dos treinamentos até então por causa do excesso de noitadas, ele poderá ter uma nova chance com a saída de Gilson Kleina e sua comissão técnica.

Neste sábado, a ideia da diretoria é ainda contar com Alberto Valentim como um treinador interino. Ele faz parte da comissão técnica fixa, que não mudará mesmo com a troca de comando.

Confira a lista elaborada pelo UOL Esporte de jogadores que podem ganhar mais espaço com a saída de Gilson Kleina. 

DEOLA

O goleiro voltou a treinar com bola na última segunda-feira, quando o grupo viajou para São Luís do Maranhão. Depois de voltar de empréstimo, ele foi reincorporado no elenco aos poucos e, agora, com a lesão de Fernando Prass, pode voltar a ser escalado na equipe do Palmeiras. Na última quinta-feira, com Alberto Valentim, ele voltou a participar de um rachão.

WELLINGTON

O jovem zagueiro começou bem, fez boas aparições, mas acabou preterido para Tiago Alves por opção de Gilson Kleina. Criado nas categorias de base, o jogador pode voltar a fazer parte da defesa com Lúcio, zagueiro pentacampeão, que é referência para qualquer atleta mais jovem que atue na defesa.

WILLIAM MATHEUS

Com Juninho irregular na esquerda, William Matheus já foi testado, mas teve erros fatais nas vezes que entrou e acabou queimado com a torcida e também com Gilson Kleina. Agora com a mudança de comando, o jogador poderá tentar uma vida nova no Palmeiras para voltar a ser destaque como era no Goiás.

EGUREN

O uruguaio era muito elogiado pela comissão técnica por causa de sua força física, mas nunca impressionou quando entrou em campo. Com a troca de comando, o volante pode voltar a mostrar o futebol que o fez ser convocado pela seleção do Uruguai e despertar a atenção de Gilson Kleina quando atuava no Libertad.

França pode voltar a ter uma chance no Palmeiras com a mudança de treinador - Reinaldo Canato/UOL
França pode voltar a ter uma chance no Palmeiras com a mudança de treinador
Imagem: Reinaldo Canato/UOL

FRANÇA

O volante despontou, foi muito bem quando começou a ser titular, mas uma lesão na panturrilha e problemas com o excesso de festas o afastaram dos gramados. Ele estava um pouco afastado com a chegada de Gilson Kleina, mas voltou a treinar na última quinta-feira, quando o treinador já não estava mais. Com Valentim, pode receber uma nova chance e atuar no meio-campo palmeirense.

BRUNINHO

Testado como lateral direito, ele não agradou e foi preterido por Wendel. Agora, resta saber se como volante ou aberto. Contratado da Portuguesa, ele foi indicação de Gilson Kleina, mas não vingou e precisa jogar mais futebol para poder ter chances.

FELIPE MENEZES

Muito bem em treinos e amistosos, o meia não consegue repetir o bom desempenho dentro de campo. Contratado sob um vínculo longo, ele pode aproveitar o novo comando para provar que tem seu valor e merece ter uma chance ao lado de Valdivia. A contusão de Bruno César e a irregularidade de Mendieta podem jogar a seu favor.

Mazinho pode voltar a ter o futebol que lhe deu o apelido de Messi Black - Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação
Mazinho pode voltar a ter o futebol que lhe deu o apelido de Messi Black
Imagem: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação

MAZINHO

O atacante começou a temporada muito bem após voltar de empréstimo do mundo oriental, mas despencou de rendimento e voltou para o banco de reservas. No último jogo, até teve chance para entrar com a bola rolando. Quem sabe com um novo comando, ele consiga despertar o futebol que o fez ganhar o apelido de Messi Black.

DIOGO

Muito prejudicado pelas lesões, o atleta não chegou nem perto de fazer os olhos palmeirenses brilharem como brilharam os dos lusitanos. Com chance de atuar no meio-campo ou como atacante, ele precisa de mais sequência para mostrar para o mundo do futebol que ainda tem chance de ser destaque em uma equipe grande. 

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