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Sistema inovador da Mercedes será banido na F-1 a partir de 2021

Lewis Hamilton no novo carro da Mercedes - Reprodução / Twitter
Lewis Hamilton no novo carro da Mercedes Imagem: Reprodução / Twitter

Do UOL, em São Paulo

21/02/2020 11h21

O sistema apresentado pela Mercedes nos testes de pré-temporada que estão sendo realizados nesta semana será banido da Fórmula 1 a partir de 2021. A confirmação veio por meio do diretor de corridas Michael Mais, segundo a BBC.

Nesta temporada, a novidade, chamada de DAS e que seria uma espécie de direção dupla de eixos (leia abaixo a explicação), será permitida. Uma mudança de regra já prevista para a próxima temporada vetará esse dispositivo.

Segundo explicação da BBC, no sistema da Mercedes o piloto pode puxar o volante para endireitar as rodas dianteiras quando ele chegar a uma reta e, em seguida, empurrá-lo para voltar à posição.

Nas regras de 2020, a cláusula referente ao tema diz: "As rodas dianteiras são ajustadas apenas pela direção e sob controle total do piloto".

Mas as regras de 2021 contêm uma cláusula que diz: "O alinhamento das rodas dianteiras só deve ocorrer através de uma função constante de um movimento rotacional de um único volante".

O que seria o tal sistema da Mercedes?

O que se observa nas imagens é que, nas retas, o volante fica mais próximo ao piloto, ao mesmo tempo em que as rodas ficam mais retas. À medida em que ele se aproxima da freada, o piloto empurra o volante de volta à posição normal e o ângulo das rodas muda, voltando ao patamar anterior. Há, portanto, algum sistema que relaciona esse movimento diferente do volante ao restante do sistema de direção. O nome DAS viria de sistema de direção dupla de eixos.

Essa mudança de ângulo das rodas traria vários benefícios especialmente para a preservação dos pneus, e também de velocidade. Isso porque eles podem trabalhar com uma configuração que vai ajudá-los nas curvas, sem trazer prejuízo nas retas. Com os pneus mais "retos" quando o carro está em linha reta, o desgaste é menor, assim como sua interferência aerodinâmica. Ou seja, além de melhorar o uso dos pneus, dá menos resistência e mais velocidade de reta ao carro, algo que faltou ao time de Hamilton na última temporada em relação à Ferrari.

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