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Fórmula 1

Williams perde vantagem até mesmo em circuitos 'favoritos' em 2016

REUTERS/Maxim Shemetov
Imagem: REUTERS/Maxim Shemetov

Julianne Cerasoli

Do UOL, em Barcelona (ESP)

22/06/2016 06h00

Após oito etapas disputadas no campeonato da Fórmula 1, já ficou claro que a vantagem do motor Mercedes já não é a mesma de quando a categoria passou por sua última grande mudança de regras, antes do início da temporada 2014. De lá para cá, os rivais têm, gradualmente, diminuído a vantagem que permitiu não apenas o bicampeonato de pilotos e equipes nos últimos dois anos dos alemães, mas também que clientes como a Williams colecionassem pódios.

Ainda que não tenha mais tanta vantagem com o motor, a Mercedes segue dominando por ter um conjunto superior. O mesmo, contudo, não acontece com a Williams, cuja filosofia do carro visa tirar proveito dessa potência a mais. E isso fez o time de Felipe Massa e Valtteri Bottas sair decepcionado até de uma pista teoricamente favorável para seu carro, em Baku, no Azerbaijão.

“Se você olhar principalmente a classificação, lógico que a Mercedes e a Force India ainda são muito fortes, mas a velocidade de reta da Ferrari e da Red Bull não é muito diferente. Acho que a equipe Mercedes só continua longe na frente porque eles têm um carro incrível. Mas a diferença do motor reduziu bastante e agora está bem próximo - ainda que isso seja mais em classificação do que em corrida”, explicou Felipe Massa ao UOL Esporte.

Massa salientou que, ainda que ele e Valtteri Bottas tenham conseguido bons desempenhos nos treinos livres nas últimas provas, a verdade acaba aparecendo aos sábados. “O que estamos vendo nas últimas classificações é que estamos lutando com Ferrari e Red Bull neste tipo de pista - foi o que aconteceu em Baku, Montreal e na Rússia também.”

A nova realidade é distinta dos anos anteriores, nos quais a Williams se colocava como segunda força em circuitos com mais retas, como os citados pelo piloto brasileiro.

A visão é a mesma do chefe de performance, Rob Smedley. “Está muito evidente que não há muita diferença [entre os motores] em classificação. “Não temos mais a vantagem - com ou sem asa móvel - que costumávamos ter. Todos os carros estão muito iguais.”

Com a tendência dos motores se equalizarem cada vez mais, uma vez que a FIA tem tomado uma série de medidas neste sentido - inclusive retirando as barreiras ao desenvolvimento a partir do ano que vem - a solução para a Williams é melhorar seu carro. Após chegar apenas em sexto em Baku, Bottas cobrou justamente isso. “Faltou aderência nas curvas. Fomos muito bem nas longas retas, o que me permitiu fazer algumas ultrapassagens, mas sofremos nas curvas", reclamou.

A Williams é atualmente a quarta colocada no campeonato, com 90 pontos e 50 a menos que a terceira, Red Bull, equipada com motor Renault. 

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