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Com a pandemia, grupo leva alegria por videoclipes a hospitais do RJ

Divulgação
Imagem: Divulgação

Cleberson Santos

Colaboração para o Ecoa, em São Paulo

10/05/2021 06h00

Desde 2012, cinco amigos artistas se uniram para levar música e teatro a corredores, quartos e salas de hospitais no Rio de Janeiro. Nascia assim, o Conexão do Bem, projeto que carrega o propósito de transformar o hospital em um lugar onde se "produz saúde", e não simplesmente enfrenta doenças.

Mas como conseguir manter esse trabalho durante uma pandemia, em que é impossível receber esse conforto presencialmente? A saída encontrada pela ONG foi a mesma que todos nós usamos para enfrentar essa fase: o vídeo.

Desde o ano passado, o Conexão do Bem vem produzindo vídeos que são distribuídos em grupos de WhatsApp ou exibidos nas televisões dos quartos ou brinquedotecas. O cortejo que antes divertia os corredores foi adaptado para criativos videoclipes, que proporcionam um momento de conforto não só para os pacientes, mas também aos profissionais de saúde.

"A gente entende que se nosso trabalho conseguir tocar um enfermeiro, a gente pode não ter chegado nos pacientes dele, mas ele vai trabalhar melhor e ter uma outra relação com esses pacientes. É um trabalho em ondas", explica Felipe Haiut, ator e um dos fundadores do Conexão do Bem.

Toda a produção dos clipes acontece na casa de cada um dos artistas ou usando um chroma key do diretor da equipe. "A gente conseguiu abrir para um espaço mais lúdico, poético. Podia voar, relembrar momentos de encontro... É uma oportunidade de brincar com as possibilidades".

Felipe conta que os feedbacks chegam por meio do contato direto dos pacientes via redes sociais e também por meio dos setores de humanização dos hospitais.

"A gente recebe vídeos deles assistindo, setor de quimioterapia com os vídeos passando na televisão, as pessoas aplaudindo ou cantando muito baixinho, sabe?", disse o ator.

No canal do Conexão do Bem no YouTube também é possível acompanhar outros projetos que o grupo desenvolveu durante a quarentena, como o Encontros do Bem, onde eles conversam com outros artistas sobre saúde e transformação social.