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Tesla busca R$ 9 bi no mercado para pagar dívida e bancar Model Y e Model 3

Elon Musk durante apresentação do novo Tesla Roadster em novembro de 2017 - Tesla/Handout via Reuters
Elon Musk durante apresentação do novo Tesla Roadster em novembro de 2017
Imagem: Tesla/Handout via Reuters

Supantha Mukherjee

De Bangalore (Índia)

02/05/2019 12h43

A Tesla lançou na quinta-feira (2) emissão de novas ações e dívidas no valor de mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 7,9 bilhões na conversão direta), enquanto o CEO Elon Musk sozinho está contribuindo com US$ 10 milhões (R$ 39,7 milhões) -- no momento em que a fabricante de carros elétricos cede às pressões de Wall Street para aumentar suas reservas.

Os analistas previram há meses que a Tesla precisaria angariar fundos para seus planos de expansão, que incluem a construção de uma fábrica em Xangai (China), o lançamento do SUV compacto Model Y e aumento na produção do sedã Model 3, hoje o mais acessível da marca.

As ações da empresa Vale do Silício subiram mais de 5% com as notícias do plano de aumento de capital. Musk já havia indicado na semana passada que uma arrecadação de fundos era iminente, após a Tesla perder US$ 700 milhões (R$ 2,8 bilhões) no primeiro trimestre. A companhia informou em comunicado que buscará levantar US$ 650 milhões em novas ações e US$ 1,35 bilhão (R$ 5,3 bilhões) para pagar dívidas, com a opção de comprar mais 15% de cada oferta -- elevando potencialmente o valor para US$ 2,3 bilhões (R$ 9,1 bilhões).

"Essa foi uma jogada inteligente de Musk e da Tesla para retirar o curativo e ir para o mercado de capitais", disse Dan Ives, analista da Wedbush Securities, em nota.

"As crescentes preocupações em torno do capital eram uma nuvem negra sobre as ações logo após os conturbados resultados da empresa em março", complementou.

Promessa de retomada nos lucros

Após os resultados do primeiro trimestre, que desapontaram muitos em Wall Street na semana passada, Musk prometeu que a empresa obteria lucros novamente no terceiro trimestre deste ano, mas os enormes investimentos da Tesla significam que o dinheiro está se esvaindo rapidamente.

A Tesla espera gastos de capital de US$ 2 bilhões (R$ 7,9 bilhões) a US $ 2,5 bilhões (R$ 9,9 bilhões) este ano e cerca de US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões (R$ 11,9 bilhões) por ano nos próximos dois anos fiscais. Terminou seu primeiro trimestre com US $ 2,2 bilhões (R$ 8,7 bilhões) em dinheiro.

Analistas afirmaram na semana passada que a companhia provavelmente buscará entre US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões) e US$ 3 bilhões (R$ 11,9 bilhões).

A Tesla tem levantado fundos por meio de empréstimos bancários, várias rodadas de venda de ações, emissão de notas conversíveis, venda de títulos de alto risco, securitização de seus arrendamentos de veículos e notas garantidas por ativos solares.

Emissão anterior de ações em 2017 foi de US$ 262 (R$ 1.039) por ação, em comparação com o preço atual da empresa de US$ 246 (R$ 976). O rendimento de seus títulos de alto risco, de US$ 1,8 bilhão (R$ 7,1 bilhão), subiu para 8,42% na sexta-feira em antecipação à nova emissão -- mais de três pontos percentuais acima do cupom de 5,3%.

O Goldman Sachs e o Citigroup administrarão a oferta. BofA Merrill Lynch, Deutsche Bank Securities, Morgan Stanley e Credit Suisse são os gestores adicionais.

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