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Chefão da Audi é preso na Alemanha em mais um capítulo do "dieselgate"

Em foto de 2014, Rupert Stadler (à direita) aparece ao lado do ex-chefão da VW Martin Winterkorn, primeiro a cair pelo "dieselgate" - CHRISTOF STACHE/AFP
Em foto de 2014, Rupert Stadler (à direita) aparece ao lado do ex-chefão da VW Martin Winterkorn, primeiro a cair pelo "dieselgate"
Imagem: CHRISTOF STACHE/AFP

Edward Taylor e Maria Sheahan

Em Frankfurt (Alemanha)

18/06/2018 12h58

Justiça alemã acredita que executivo pode atrapalhar investigações sobre fraude de motores a diesel

Promotores de Munique disseram que o CEO da Audi, Rupert Stadler, foi preso nesta segunda-feira (18) porque os investigadores viram o risco de ele tentar suprimir evidências relacionadas à investigação sobre emissões de diesel.

O conselho supervisor da Volkswagen indicou o diretor de vendas e marketing Bram Schot, 56 anos, como CEO interino da Audi, informou o jornal alemão "Sueddeutsche Zeitung", sem citar fontes. Agora, o conselho de supervisão da VW planeja suspender Stadler, informou a "Handelsblatt", citando fontes da empresa.

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"Como parte de uma investigação sobre motores a diesel e motores Audi, o Ministério Público de Munique executou um mandado de prisão contra o professor Rupert Stadler em 18 de junho de 2018", informou a promotoria de Munique em um comunicado.

Um juiz da Alemanha ordenou que Stadler, de 55 anos, seja mantido sob custódia para impedi-lo de obstruir ou impedir a investigação sobre os motores a diesel.

O escritório do promotor na semana passada ampliou sua investigação contra a Audi para incluir Stadler entre os suspeitos acusados ​​de fraude e propaganda enganosa.

O Grupo Volkswagen e a Audi confirmaram a prisão de Stadler esta manhã, acrescentando que a presunção de inocência se aplicava ao caso de Stadler.

Os promotores de Munique e o próprio Stadler não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.

Um porta-voz da Porsche SE -- societária junto a VW e a Audi -- disse que a prisão de Stadler será discutida na reunião de diretoria da segunda-feira.

A VW admitiu em setembro de 2015 usar programa ilegal para enganar os testes de emissões dos motores diesel, provocando a maior crise na história da empresa e levando a uma repressão regulatória em toda a indústria automobilística.

Os EUA apresentaram acusações criminais contra o ex- CEO da VW, Martin Winterkorn, em maio, mas é improvável que ele enfrente autoridades norte-americanas porque a Alemanha não extradita seus cidadãos para países fora da União Europeia.

Os promotores de Munique disseram que a prisão de Stadler não foi feita a pedido das autoridades norte-americanas. O executivo foi preso em sua casa em Ingolstadt, na madrugada de segunda-feira, disseram eles.

O Ministério Público de Munique disse na semana passada que estava investigando 20 suspeitos e que havia revistado o apartamento de Stadler e outro membro do conselho atual.

O segundo suspeito é Bernd Martens, chefe de compras da Audi, segundo uma pessoa familiarizada com a investigação que não quis ser identificada porque os promotores não divulgaram o nome, informou a Reuters. Martens liderou uma força-tarefa de diesel na Audi, que foi criada para coordenar o tratamento da crise com a empresa-mãe.

Nos Estados Unidos, as vendas da Audi estão em alta há mais de oito anos sob a supervisão de Stadler, que se tornou líder de marca em 2007. Em maio, a marca registrou o 103º mês consecutivo de aumento de vendas ano após ano.