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Toyota RAV4: 5 segredos do SUV mais vendido do mundo

Toyota RAV4 custa mais de R$ 300 mil no Brasil - Foto: Toyota | Divulgação
Toyota RAV4 custa mais de R$ 300 mil no Brasil Imagem: Foto: Toyota | Divulgação

Paula Gama

Colaboração para o UOL

14/05/2022 04h00

Não há como negar: os utilitários esportivos são a maior tendência automotiva atual em todo o mundo. Práticos, com design robusto e bom espaço interno, a categoria conseguiu unir tudo o que o consumidor desejava de um veículo, em diferentes níveis de preço e acabamento. Em meio a esse cenário, um SUV se destaca na preferência mundial, o Toyota RAV4, que teve mais de 1 milhão de unidades comercializadas em 2021, representando 3,1% das vendas globais de veículos.

Os números podem surpreender os consumidores brasileiros desavisados. Afinal, como um veículo, que custa mais de R$ 300 mil, pode vender tanto? A resposta é simples: em outros países, o RAV4 não é tão inalcançável, pelo menos para parte da população.

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, principal mercado do SUV - onde foi o carro de passeio mais vendido, com 407 mil exemplares comercializados em 2021 - uma versão equivalente à vendida no Brasil custa em torno de US 35 mil, ou R$ 173.7500. Ainda há configurações a combustão partindo de US 26.,975. Os preços não consideram o frete. O Toyota RAV4 também não é considerado um carro tão grande pelos americanos, que, por tradição, consomem carros maiores e têm vias mais largas.

Mas, afinal, o que o RAV tem?

Não parece Toyota

O interior é mais bem acabado do que o da maioria dos carros da Toyota - Divulgação/Toyota - Divulgação/Toyota
O interior é mais bem acabado do que o da maioria dos carros da Toyota
Imagem: Divulgação/Toyota

Se por um lado, os carros da Toyota têm fama de duráveis, por outro, deixam a desejar em tecnologias e qualidade do acabamento em relação aos concorrentes diretos. Mas no RAV4 a primeira impressão já é de que se trata de um Toyota diferente. Tem um acabamento mais esmerado do que de costume para a montadora japonesa, além de bastante tecnologia embarcada, com um elogio extra para a ergonomia.

Há detalhes macios ao toque nas áreas de contato e cortesias como luzes nos botões do vidro elétricos para que sejam enxergados no escuro, o que a maior parte dos seus "irmãos" não tem. Mas ainda faltam alguns detalhes, principalmente levando em consideração o preço: a chave é bem pobre e não aparenta qualidade e a central multimídia poderia ser mais moderna e intuitiva.

Tamanho ideal

Em um mundo perfeito, todas as famílias poderiam ser transportadas em um carro do tamanho do RAV4, com conforto real para todos os passageiros. Apesar de parecer um veículo grande no trânsito brasileiro, ele entrega dimensões adequadas para o transporte de passageiros e suas malas, sem o aperta-aperta ao qual já estamos acostumados. São 4,6 metros de comprimento, 1,8m de largura e 2,69m de entre-eixos, dimensão responsável pelo espaço interno. O porta-malas tem 580 litros.

Também há truques que fazem o veículo ficar mais confortável, como ajuste de inclinação no banco traseiro. Na posição de comando, fica fácil encontrar a acomodação ideal para dirigir.

Powertrain econômico

Chegamos à marca de 17km/l na cidade com o RAV4 -  Divulgação/Toyota -  Divulgação/Toyota
Chegamos à marca de 17km/l na cidade com o RAV4
Imagem: Divulgação/Toyota

Outro destaque do veículo é o consumo: chegamos à marca de 17 km/l em trechos urbanos. O trem de força reúne quatro motores, que oferecem a potência combinada de 222 cv. O propulsor a gasolina é aspirado, tem 2.5 litros e desenvolve 176 cv aos 5.700 rpm. Há dois propulsores elétricos na parte dianteira do carro, junto ao motor à combustão. Cada um fornece 59,5 cv de potência e 10,3 kgfm de torque.

Um terceiro motor fica acomodado no eixo traseiro, e conta com 54 cv de potência e 12,3 kgfm de torque. Como os quatro motores trabalham simultaneamente, o RAV4 é um 4×4 integral, sob demanda. Por não ser plug-in, ou seja, seus motores não são recarregados na tomada, as baterias de níquel-hidreto metálico, com 1,6 kWh de capacidade são recarregadas pelo motor a gasolina, nas desacelerações e frenagens do veículo.

A transmissão é feita com um conjunto de engrenagens planetárias, controlada eletronicamente, que simulam um CVT, porém sem correias e polias. Na prática, o conjunto é confortável de dirigir, respondendo bem aos comandos no pedal e dando bastante segurança em ultrapassagens, mas sem grandes emoções. Afinal, estamos falando de um carro no qual o foco é o consumo de combustível.

A direção tem um ajuste certo para facilitar as manobras de estacionamento e dar segurança em alta velocidade.

Tecnologia

A Toyota demorou para acompanhar as concorrentes quando o assunto é tecnologias semiautônomas, mas correu atrás do prejuízo e disponibilizou para o Brasil um Sistema de Tecnologia Ativa da Toyota, presente no RAV4. O carro é equipado com inovações como com sistema de pré-colisão frontal que usa uma câmera e um radar para detectar veículos e, na iminência de uma colisão, emite alertas sonoros e visuais e ativa a assistência de frenagem.

Também tem alerta de mudança de faixa sem acionar a seta, faróis altos automáticos e controle de cruzeiro adaptativo, um piloto automático com ajuste de distância de veículo para veículo. No pacote brasileiro falta um sensor de ponto cego, principalmente, por se tratar de um carro maior para as ruas brasileiras.

Versatilidade

O espaço interno é bem versátil -  Divulgação/Toyota -  Divulgação/Toyota
O espaço interno é bem versátil
Imagem: Divulgação/Toyota

Outro segredo do modelo - comum aos SUVs médios - é a versatilidade. O porta-malas, além de grande, é de fácil acesso. Também não é preciso se esticar muito ou se abaixar para entrar no veículo, e a ergonomia para as pernas é adequada para viagens mais longas.

O modo elétrico e a tração integral sob demanda dão ao carro vocação para ser conduzido em dois extremos: em trechos puramente urbanos, privilegiando economia, e estradas mais castigadas, sem perder a segurança. É um modelo que atende a família em vários quesitos, além de ter um design agradável e ao mesmo tempo discreto.