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Prefeitura de SP define protocolo sanitário para desfiles no Anhembi

Início das movimentações para o primeiro dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo - Simon Plestenjak/UOL
Início das movimentações para o primeiro dia de desfiles no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo Imagem: Simon Plestenjak/UOL

Do UOL, em São Paulo

19/01/2022 14h50Atualizada em 19/01/2022 15h07

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) definiu hoje o protocolo sanitário para os desfiles de Carnaval 2022 no Sambódromo do Anhembi, na capital. Entre as diretrizes para a realização dos desfiles das escolas de samba no sambódromo estão:

  • Exigência do passaporte da vacina para o público;
  • Limite de ocupação máxima de 70% da capacidade de público em todos os setores, incluindo arquibancada, camarotes e pista;
  • Pré-cadastro de componentes do desfile com o passaporte da vacina, que será exigido também para os desfilantes;
  • Uso obrigatório de máscara para desfilantes e espectadores;
  • Redução do número de componentes por escola;
  • Controle de público na concentração e dispersão e recomendações para os ensaios técnicos e encontros nas quadras.

O documento prevê ainda o adiamento dos desfiles no Anhembi caso a situação epidemiológica da cidade de São Paulo se agrave nas próximas semanas.

Devido à obrigatoriedade do uso de máscaras, o quesito "Harmonia", que avalia se os participantes cantam o samba-enredo, será excluído do julgamento do Carnaval 2022.

Há também diretrizes para outros "eventos de carnaval". Segue obrigatório o passaporte vacinal e o uso de máscaras. Além disso, os locais que receberão tais eventos devem operar com apenas 70% da capacidade de lotação.

Para o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, com o protocolo sanitário, as escolas de samba e organizadores de eventos conseguirão se preparar melhor para garantir a segurança de todos contra a Covid-19.

Carnaval de rua cancelado

A Prefeitura de São Paulo anunciou em 6 de janeiro o cancelamento dos blocos de rua no Carnaval da cidade devido ao aumento nos casos de covid-19. A informação foi divulgada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) após reunião em que se apresentou um estudo de vigilância epidemiológica.

Após informar que os desfiles das escolas de samba foram mantidos, o prefeito afirmou em entrevista ao SPTV que a Secretaria Municipal de Saúde pensaria nos protocolos adequados.

"Uso de máscara, não ter aglomeração interna como setores reservados. Esse estudo ainda vai ser apresentado, não está concluído. Edson Aparecido com a vigilância sanitária, vai apresentar à Liga", disse o prefeito.

41 blocos paulistanos já haviam anunciado que não desfilariam neste ano, mesmo que a prefeitura escolhesse manter a celebração. A lista de cancelamentos inclui o "Pipoca da Rainha" (Daniela Mercury), "Bloco do Alok", "Bloco do Abrava" (Tiago Abravanel) e "Bloco do Kondzilla".