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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor


Candidíase no verão: veja como prevenir, tratar e reconhecer os sintomas

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Do VivaBem

23/01/2018 04h00

Passar horas na piscina ou na praia para evitar o calor não parece algo ruim, certo? Mas ficar tempo demais com roupas úmidas pode predispor mulheres (e até os homens) a terem a famosa candidíase.

Quando ocorre em mulheres, a doença é uma infecção da vagina e da vulva (parte externa dos genitais), na grande maioria das vezes causada pelo fungo Candida albicans. Já nos homens, pode promover uma inflamação da glande e do prepúcio. Esse fungo pode existir no trato genital em situações normais e de equilíbrio, sem causar problemas e até protegendo o corpo de infecções.

Entretanto, quando há uma queda nas defesas imunes locais ou situações como calor excessivo, umidade e abafamento podem promover um desequilíbrio dessa flora e criar oportunidades para o aumento da população de fungos. É nesse momento que a cândida se prolifera e muda o seu estado de simples habitante para causadora da doença, que precisa de tratamento. Abaixo, veja 7 formas de prevenir a candidíase no verão:

Como se prevenir da candidíase no verão

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    Verifique se a água da piscina é tratada

    É preciso clorar a água da piscina para evitar doenças. Por isso verifique se a que você frequenta é tratada com frequência.

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    Use cangas ou cadeiras de praia

    Sentar-se na areia da praia sem proteção pode facilitar o aparecimento da doença em algumas mulheres. Use sempre uma canga ou cadeira de praia para se proteger.

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    Evite roupas muito justas

    Peças justas abafam a região íntima e podem promover o desequilíbrio da flora genital natural, aumentando os riscos de candidíase. Prefira roupas leves e confortáveis.

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    Cuide de micoses e frieiras

    Infecções por fungos nas unhas ou em outros locais do organismo, como micoses e frieiras, também devem ser cuidadas. Elas podem facilitar o aparecimento da candidíase, já que alguns tipos de micose nas unhas também são provocados pelo fungo cândida.

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    Nada de exagerar nas férias

    Como o principal responsável pelo combate ao fungo é o sistema imune, todos os cuidados que contribuem para o melhor funcionamento do mesmo são importantes. Por isso, evite o estresse, tenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos.

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    Seque roupas íntimas em locais arejados

    A roupa íntima deve ser bem lavada e seca. Evite pendurar e secar calcinhas no banheiro. Por ser um ambiente pouco arejado, a roupa pode ficar úmida e se tornar um ambiente propício ao fungo.

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    Não fique muito tempo de biquíni ou sunga molhados

    A roupa de banho deve ser trocada regularmente. Não permaneça com biquínis ou maiôs úmidos por muitas horas.

O que você precisa saber sobre a doença

  • Quais são os sintomas da candidíase?

    A candidíase provoca um corrimento espesso, esbranquiçado e sem odor que pode causar irritação na vulva (a parte externa dos genitais) e provocar coceira. Além disso, é possível aparecerem pequenos cortes na pele da região íntima, que podem evoluir para úlceras genitais. Essas alterações nos genitais, quando intensas, ainda podem causar dor ao urinar e durante as relações sexuais. Além disso, a coceira pode ser bastante desconfortável e as fissuras e o processo inflamatório podem facilitar a aquisição de outras infecções transmitidas pelo sexo, inclusive o HIV.

  • Homens também podem ter o problema?

    Embora a infecção seja mais frequente em mulheres, a cândida também pode aparecer no homem, sim, e causar a balanopostite --uma inflamação da glande e do prepúcio. Higiene inadequada dos genitais, principalmente quando o homem tiver fimose, é uma das maiores causas. Entretanto, o indivíduo também pode ser portador assintomático do fungo. Até o momento não existe comprovação científica de que a infecção possa ser transmita sexualmente. Mas nos casos em que a infecção na mulher é frequente, alguns médicos preferem medicar também o parceiro sexual.

  • Tratamento médico é o ideal

    Nos casos esporádicos, o tratamento pode ser feito com medicamentos via oral ou vaginal, dependendo da preferência do profissional e do paciente. Em alguns casos, a candidíase se torna recorrente (quatro ou mais vezes no ano). Isso geralmente acontece devido a um desequilíbrio no sistema imune da vagina, permitindo que os fungos que lá existem se multipliquem e causem a infecção. Para esses casos existem esquemas de tratamento geralmente mais prolongados, a critério médico. Compressas frias com chá de camomila podem diminuir o desconforto, mas não são tratamento. Não existem comprovações científicas de que o uso de tratamentos caseiros seja eficaz no combate à candidíase.

Fonte: Fontes: Iara Moreno Linhares, membro da comissão de Doenças Infecto-Contagiosas da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia); Naira Scartezzini Senna, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternida São Luiz, de São Caetano.

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