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Não é só a Lua! Fenômeno raro deixa Marte brilhante e visível nesta sexta

Foto de arquivo do planeta Marte feita pela Nasa, a agência espacial norte-americana - Nasa via AP
Foto de arquivo do planeta Marte feita pela Nasa, a agência espacial norte-americana Imagem: Nasa via AP

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/07/2018 04h00

Esta sexta-feira (27) terá dois eventos incomuns no céu: o eclipse lunar mais longo do século 21, com quase duas horas de duração, e a grande oposição de Marte com a Terra.

Por conta deste segundo evento raro, será a melhor data para observar o planeta vermelho em 15 anos.

Uma grande oposição como a que ocorre hoje é a junção de dois conceitos distintos da astronomia. "Oposição é quando há o alinhamento entre a Terra, o Sol e um planeta, neste caso, Marte", explica o astrônomo Marcelo De Cicco, pesquisador do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e membro da SAB (Sociedade Brasileira de Astronomia).

"Já uma maior aproximação é quando a distância entre eles diminuem", continua ele. "A grande oposição se dá quando a oposição ocorre em um momento de grande aproximação. É a soma dos dois."

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O pico de aproximação entre Marte e Terra só se dará na terça-feira, quando os dois planetas estarão a 55,6 milhões de quilômetros, mas Marte já está mais brilhante.

"Este é o melhor momento para observar Marte, pois ele vai passar a noite inteira no céu", explica De Cicco. "A combinação é boa, pois de nada adianta estar mais próximo e em uma posição não favorável ou estar em oposição, mas muito distante."

Não se vê uma proximidade tão grande desde agosto de 2003, quando Marte e Terra ficaram distantes cerca de 55,7 milhões de quilômetros.

E antes disso? "Há cerca de 60 mil anos", afirma o professor, usando dados do Observatório de Paris.

Apesar da proximidade com a última grande oposição, a próxima data em que Marte ficará em uma evidência tão boa só deverá acontecer em agosto de 2287, daqui a 269 anos.

Eventos de grande oposição são cíclicos, mas seguem ordens numéricas diferentes, por isso se mostram tão raros: podem ocorrer entre poucos anos de diferença ou a cada 363 anos, por exemplo.

"A Terra gira e Marte gira, eles têm vários momentos e músculos diferentes", explica o astrônomo. Por isso ficará tão divertido observar Marte nesta sexta, mesmo se você tiver perdido a "lua cheia de sangue".

Isso porque esse evento terá duração menor no céu brasileiro. Em São Paulo, por exemplo, a fase total do fenômeno durará 34 minutos; no Rio, 47 minutos.

Quando a lua chegar aos céus de nossas cidades (17h39 em São Paulo e 17h26 no Rio), o eclipse já terá começado. A fase total do eclipse acaba às 18h13.

O eclipse total terá visibilidade durante 1 hora e 43 minutos no leste da África e no sudeste da Ásia. 

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