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Robô Curiosity analisa atmosfera de Marte

A atmosfera de Marte é cem vezes mais fina do que a da Terra - Nasa
A atmosfera de Marte é cem vezes mais fina do que a da Terra Imagem: Nasa

Do UOL

Em São Paulo

05/11/2012 20h15

O Curiosity fez sua primeira análise da atmosfera de Marte, fato que pode explicar mudanças importantes na composição do planeta vermelho. A atmosfera de Marte é atualmente cem vezes mais fina do que a da Terra, mas nem sempre foi assim.

O laboratório de análises Sam, instalado no robô, detectou uma perda significativa da atmosfera, resultado de um processo físico que favorece a retenção de isótopos mais pesados de alguns elementos. E isso foi fundamental para a evolução do planeta, dizem os cientistas da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana).

Os primeiros resultados revelam um aumento de 5% dos isótopos mais pesados de carbono no dióxido de carbono atmosférico frente à composição da formação de Marte, estimativa proveniente de estudos em meteoritos marcianos. A medição no argônio também indicou o enriquecimento dos isótopos mais pesados no gás. Essas alterações sugerem que o "topo" da atmosfera pode ter sido engolido pelo espaço interplanetário, eliminando, assim, boa parte dos isótopos mais leves na composição do ar do planeta.

O estudo preliminar do Curiosity também mostrou que quase não há mais gás metano na região onde a amostra foi coletada em Marte, considerado um elemento químico precursor da vida. A Nasa pretende investigar melhor essa perda na atmosfera de Marte em 2014, quando deve lançar sua nova missão ao planeta, batizada de Maven.

"Metano claramente não é um gás abundante na área da cratera Gale [local onde o robô pousou], se é que há algo lá. Nesta fase da missão, nós estamos empolgados só de procurar por ele em Marte”, disse Chris Weber, que liderada a equipe responsável pelo instrumento Sam do jipe-robô. “A variação atmosférica de Marte pode nos guardar surpresas."