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Rio recebe a exposição A Terra Vista do Céu, do fotógrafo e ativista francês Yann Arthus-Bertrand

Foto aérea da Grande Fonte Hidrotermal Prismática, no parque nacional de Yellowstone, nos EUA - Yann Arthus-Bertrand
Foto aérea da Grande Fonte Hidrotermal Prismática, no parque nacional de Yellowstone, nos EUA Imagem: Yann Arthus-Bertrand

Fabíola Ortiz

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/04/2012 07h00

No ritmo da programação para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand expõe à céu aberto 130 imagens aéreas tiradas em diversas partes do mundo para alertar à população sobre as mudanças climáticas e a devastação do meio ambiente.

A exposição A Terra Vista do Céu toma conta da Cinelândia, em pleno centro da cidade, a partir desta sexta-feira (27), e poderá ser apreciada por dois meses até o período da Rio+20. A mostra, com fotos de 2 metros por 1,40 metro, revela novos ângulos e perspectivas de diferentes cidades e da natureza.

Segundo o fotógrafo ambientalista, A Terra Vista do Céu tem o objetivo de mostrar a beleza e a fragilidade do planeta Terra propondo uma reflexão sobre a evolução da Terra nas últimas duas décadas.

A exposição, que já rodou o mundo e foi vista por 120 milhões de pessoas em 110 países, desembarca na cidade carioca e traz ao público imagens inéditas tiradas também no Rio de Janeiro, como a praia de Ipanema, o piscinão de Ramos e o morro da Coroa no centro.

“Quando comecei a publicar minhas fotos em 2000, nenhum museu queria expor meu trabalho, então resolvi utilizar a rua. É importante de fazer uma exposição gratuita para que todo tipo de pessoa possa ver. Eu sou muito utópico, somos todos nós que teremos que mudar o mundo. Temos que aprender a viver e reconhecer o impacto do homem sobre a Terra”, afirmou Yann Arthus-Bertrand num bate-papo que teve com o público, nesta quinta-feira (26), no Rio.

Para Arthus-Bertrand, o importante é transmitir emoção e sensibilidade através de um olhar diferenciado que o fotógrafo pretende revelar em seu trabalho. “A Eco92 levantou a questão do desenvolvimento sustentável e eu quis levar a arte para as ruas. Não me interesso pela técnica, é como se perguntasse ao pintor qual pincel ele pinta. Para mim, o importante é o olho. Descobri a fotografia aérea quando pilotava balões para viver. A fotografia aérea mostra a visão de um território e ajuda a explicar o mundo. Faço por curiosidade porque quero entender o mundo em que vivemos”, afirmou o fotógrafo ambientalista.

No rastro da Rio+20, Arthus-Bertrand aproveitará para exibir, no dia 29 de junho, no cinema Odeon, localizado na mesma praça onde estará a exposição, seu novo documentário ‘Planeta Oceano’, produzido pela Fundação Good Planet presidida por ele. Neste filme, o fotógrafo aborda a questão dos oceanos, a poluição dos mares e a biodiversidade.

‘Planeta Oceano’ integra uma série de filmes sobre meio ambiente que serão exibidos durante a Rio+20.

Arthus-Bertrand se diz descrente em relação a resultados práticos da conferência. “A opinião pública não quer mudar, todos querem manter o mesmo padrão de consumo. No meu trabalho, eu tento transmitir sensibilidade”.