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Aranha de São Manuel (SP) não é agressiva, diz veterinário

Milhares de aranhas infestam a área urbana e se acumulam em árvores ou postes de iluminação no distrito de Aparecida, município de São Manuel (SP). À tarde, os aracnídeos se desprendem das teias e flutuam ou caem sobre o solo, assustando crianças e jovens, que apelidaram o fenômeno de "chuva de aranhas" - Reprodução
Milhares de aranhas infestam a área urbana e se acumulam em árvores ou postes de iluminação no distrito de Aparecida, município de São Manuel (SP). À tarde, os aracnídeos se desprendem das teias e flutuam ou caem sobre o solo, assustando crianças e jovens, que apelidaram o fenômeno de "chuva de aranhas" Imagem: Reprodução

Em Sorocaba

21/01/2015 17h53

As aranhas que infestaram o distrito de Aparecida, em São Manuel, na região central do Estado de São Paulo, não são agressivas, segundo o veterinário Paulo Targa, da Unidade de Vigilância Animal do município. "Elas até têm um pouquinho de veneno, mas de baixa potência, produzindo apenas uma dorzinha local", disse nesta quarta-feira (21). Segundo ele, as aranhas estão sendo removidas dos postes e árvores, mas não foi reportado um único caso de picada em morador. "Essa espécie é conhecida como aranha social, por muitas compartilharem a mesma teia durante a noite", explicou.

A proliferação de aracnídeos que se fixavam no alto de postes e árvores assustou os moradores. Muitos espécimes se projetavam no ar, dando a impressão de uma "chuva" de aranhas. A prefeitura usou equipamentos especiais para capturar as aranhas vivas e soltá-las em matas da região. O veterinário, que coordenou a remoção dos aracnídeos, disse que o animal se aloja no alto dos postes para capturar os insetos que são atraídos pela iluminação. "Por se alimentar de insetos, a aranha tem um papel importante para o equilíbrio ecológico."

A espécie, segundo ele, é comum nas áreas de Cerrado e ocorre há muitos anos na região. "Houve uma ocasião em que o emaranhado de teias se estendia por mais de um quilômetro, acompanhando a fiação elétrica." Depois de fazer a retirada de quatro "ninhos" mais importantes - alguns deles tinham mais de 200 aracnídeos - a prefeitura notificou moradores para manter limpos os quintais. De acordo com Targa, um monte de madeira velha retirado de um terreno servia como criadouro para as aranhas.

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