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Imprensa iraniana denuncia detenção de acadêmico nos EUA

19/05/2019 08h45

Teerã, 19 Mai 2019 (AFP) - Um professor universitário iraniano especialista em células-tronco está detido sem julgamento nos Estados Unidos há sete meses, denunciaram neste domingo (19) vários meios de comunicação iranianos, incluindo a agência oficial Irna, que acusa Washington de manter o cientista como "refém".

Masud Soleimani, professor da Universidade Tarbiat Modares de Teerã, viajou aos Estados Unidos em 22 de outubro de 2018 para realizar um trabalho de pesquisa, segundo a Irna, que cita seu irmão Rasul Soleimani.

Apesar de "ter recebido um visto, foi preso em sua chegada ao aeroporto de Chicago por uma razão desconhecida, antes de ser enviado a uma prisão de Atlanta", acrescentou a agência, ressaltando que "Masud Soleimani é um refém do governo dos Estados Unidos".

Segundo a Irna, a família ficou sem notícias do professor Soleimani "por vários meses", até que contratou um advogado nos Estados Unidos.

Citando o irmão do acadêmico, a Irna acrescenta que Soleimani, de 49 anos, compareceu pela primeira vez ante à justiça, mas nenhuma decisão "definitiva" foi tomada.

De acordo com a agência semi-oficial Isna, que cita Mohamad Taghi Ahmadi, reitor da Universidade Tarbiat Moddares, seu colega é acusado de "comprar e encomendar um produto químico relacionado a exames de sangue".

Para Taghi Ahmadi, essas acusações são "ridículas e inaceitáveis", e a prisão de Soleimani é "uma operação de assédio", escreve Isna.

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