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Profundezas marinhas abrigam vida microscópica

Em Paris

12/06/2013 19h48

Muito longe do calor do Sol, micro-organismos florescem em grandes profundidades sob o leito marinho, afirmaram cientistas em estudo publicado na edição desta quarta-feira (12) da revista Nature.

Biólogos norte-americanos procuravam fragmentos reveladores do código genético em uma amostra de leito sedimentar do oceano Pacífico, na altura do Peru. Eles buscavam traços de RNA mensageiro (mRNA), que indicam a presença e, inclusive, a identidade de células vivas.

Os resultados revelaram um ecossistema vasto em todas as profundidades marinhas testadas, de 5 metros a 159 metros, destacou o estudo. As criaturas microscópicas incluem bactérias, organismos unicelulares primitivos do reino Archaea e fungos.

As assinaturas de mRNA apontam para a proliferação e a movimentação celular. Algumas das proteínas transcritas no mRNA são de flagelos, caudas similares a chicotes que ajudam as células a "nadar" em ambiente fluido.

A população invisível é tão grande que climatologistas podem ter que levá-la em conta ao calcular o "orçamento de carbono" da Terra - a quantidade de gás causador de efeito estufa emitido ou absorvido pela biosfera e comparado com as emissões feitas por humanos.

"As células são muito abundantes lá, mas não têm níveis muito altos de atividade", explicou a ecologista microbiana da Woods Hole Oceanographic Institution, Virginia Edgcomb. "Mas é uma enorme biosfera e quando se faz a conta, você vê que estamos falando de uma contribuição potencialmente significativa", acrescentou.

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