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Fundadores do Google e do Facebook criam prêmio milionário para pesquisas científicas

Em San Francisco

21/02/2013 11h55

Os famosos fundadores do Google e do Facebook, sites concorrentes na internet, anunciaram que unirão forças para apoiar grandes prêmios que recompensem as pesquisas destinadas a prolongar a vida humana.

Sergey Brin e Mark Zuckerberg, juntamente com suas mulheres, se juntaram ao investidor russo Yuri Milner para contemplar 11 cientistas com US$ 3 milhões cada (cerca de R$ 5,91 milhões) no prêmio Breakthrough Prize in Life Sciences

"É uma honra para Priscila e para mim fazer parte disso", afirmou Zuckerberg. "Pensamos que o Prize in Life Sciences tem o potencial de proporcionar uma plataforma para outros modelos de filantropia, para que as pessoas de todo o mundo tenham a oportunidade de um futuro melhor."

Art Levinson, que preside as juntas de dispositivos móveis da Apple e da estrela de biotecnologia Genentech, estará à frente desta fundação sem fins lucrativos, criada para apoiar a pesquisa de ponta. Ele disse acreditar que o prêmio ressaltará o valor das mentes brilhantes da medicina e esperar que ajude a melhorar a inovação médica.

Zuckerberg, Milner e a mulher de Brin, Anne Wojcicki, formarão a junta diretiva. Neste sentido, já chegaram ao acordo de que no futuro serão concedidos cinco prêmios anuais Breakthrough por um valor de US$ 3 milhões.

"Estamos emocionados em apoiar cientistas que pensam grande, que correm riscos e que tenham um impacto significativo em nossas vidas", disse Wojcicki, cofundadora da empresa 23andMe, que faz análises pessoais de DNA. "Estes cientistas devem ser nomes conhecidos e heróis em nossa sociedade."

Brin, por sua vez, reforçou que "curar uma doença deve valer mais do que um touchdown [gol]", em alusão aparente às fortunas cobradas por esportistas como os jogadores de futebol americano.

Os ganhadores do prêmio Breaktrough deste ano, a maioria dos quais fazem trabalhos sobre o câncer, aceitaram participar em um comitê para selecionar os próximos premiados.

"Resolver a enorme complexidade das doenças humanas precisa de um esforço muito maior comparado à física fundamental e, portanto, requer múltiplos patrocinadores para recompensar os feitos de maior destaque", avaliou Milner.

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