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Uber perde licença para operar em Londres devido a falhas de segurança

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Imagem: stockcam/iStock

Do UOL, em São Paulo

25/11/2019 07h58

O organismo gestor do transporte de Londres decidiu, hoje, não renovar a licença da plataforma de serviço de veículos com condutor Uber na capital britânica, alegando "falhas" que colocam em risco a segurança dos passageiros.

"O Transport for London (TfL) concluiu que não concederá à Uber London Limited (Uber) uma nova licença de operador privado em resposta ao seu último pedido", afirmou em comunicado.

Uma mudança nos sistemas da Uber permitiu que motoristas não autorizados enviassem suas fotos para as contas de outros motoristas, o que significa que eles poderiam transportar passageiros se passando por outro motorista, disse a Transport for London (TfL). Isso aconteceu em pelo menos 14 mil viagens.

A Uber disse imediatamente que apelaria. O processo provavelmente incluirá ações judiciais e poderá durar meses, permitindo que seus cerca de 45 mil motoristas em Londres continuem operando nesse meio tempo, apesar do vencimento da licença da Uber ser hoje.

A gestora do transporte disse que "identificou um padrão de falhas por parte da empresa, incluindo várias violações que colocaram passageiros e sua segurança em risco", e que algumas viagens não estavam seguradas.

"A TfL não confia que questões semelhantes não ocorram no futuro, o que levou a concluir que a empresa não está apta no momento".

A Uber, cujos preços variam conforme a demanda prejudicaram concorrentes em muitas cidades do mundo, incluindo os motoristas dos "táxis pretos" de Londres, disse que seus sistemas eram robustos e que também introduzirá um novo processo de identificação facial.

"Nos últimos dois anos, mudamos fundamentalmente a forma como operamos em Londres", disse o presidente-executivo Dara Khosrowshahi no Twitter, que assumiu o cargo semanas antes da Uber perder sua licença em Londres pela primeira vez em 2017.

"Chegamos muito longe - e vamos continuar, para os milhões de pilotos e passageiros que confiam em nós."

A empresa do Vale do Silício enfrentou barreiras regulatórias e uma reação negativa em vários mercados, forçando-a a se retirar completamente de lugares como Copenhague e da Hungria.

Em Londres, motoristas dos táxis pretos, que veem a Uber como uma ameaça aos seus meios de subsistência conquistados com dificuldade, bloquearam as ruas em protesto, argumentando que eles estão sendo injustamente prejudicados por um serviço inferior.

Incerteza

A empresa vivia um clima de incerteza desde a conclusão emitida pela TfL em 2017, de que o Uber não cumpria com os requisitos para possuir uma licença. Na ocasião, a agência disse que a empresa não verificava adequadamente os antecedentes dos motoristas, com o relato de crimes graves, além de criticar o software Greyball, que bloqueava o acesso para que agentes do governo identificassem motoristas infratores.

Um pedido de desculpas público foi acompanhado de um recurso que permitiu ao Uber continuar operando até uma audiência. Uma série de mudanças foram implementadas nos meses seguintes: os motoristas teriam pausas obrigatórias após 10 horas de trabalho e receberiam seguro para cobrir o faturamento perdido durante uma doença ou lesão. Grupos consultivos de motoristas foram criados para permitir que funcionários relatassem problemas à gerência do Uber, além de linhas de atendimento telefônico 24 horas para passageiros e motoristas.

, * Com informações das agências AFP, Reuters e Bloomberg.

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