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Empresa promete colocar você em filme pornô sem que você precise atuar

Inteligência artificial poderá colocar seu rosto em filmes pornô - Getty Images/iStockphoto
Inteligência artificial poderá colocar seu rosto em filmes pornô Imagem: Getty Images/iStockphoto

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL Tecnologia

23/08/2018 04h00

Nós já falamos aqui sobre deepfakes: vídeos pornográficos gerados por meio de inteligência artificial. Neles, a máquina consegue aplicar com um alto grau de precisão o rosto de qualquer pessoa em corpos em ação em vídeos com conteúdo sexual.

Até agora, as aplicações da tecnologia não foram para o bem. Já foi usada para colocar rostos de celebridades em filmes pornô. Pior: também começaram a surgir vídeos forjados para fins políticos e também "pornôs de vingança", no qual o rosto da vítima aparece em filmes pornográficos dos quais não participou. 

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Só que a produtora americana Naughty America quer mudar isso. Ela criou um serviço no qual usuários podem "personalizar" os vídeos pornô que desejam assistir.

Usando a mesma tecnologia dos deepfakes, os interessados podem colocar o seu próprio rosto nas cenas, de maneira a contracenarem com seus atores favoritos. Ou, ainda, podem editar o fundo de um vídeo já existente.

De acordo com o CEO da Naughty America, Andreas Hronopoulos, em entrevista à revista Variety, a empresa vê a personalização de vídeos como "o futuro".

O uso de "deepfakes" pode ser feito tanto em vídeos tradicionais quanto em produções em realidade virtual, conforme a empresa mostra em seu site. (Atenção: esse link não é nada inofensivo, tá?)

Para aparecer nos vídeos, os interessados terão que mandar para a empresa uma série de fotos e vídeos próprios, com diferentes expressões. Esse tipo de material variado facilita o trabalho da inteligência artificial.

A Naughty America também afirma que se responsabilizará em conseguir o consentimento dos atores envolvidos. O que a empresa não deixa claro, no entanto, é como garantirá que os clientes enviem, de fato, materiais cujo conteúdo é consensual.

Por ora, a empresa não divulgou mais detalhes sobre a iniciativa, como preço - estima-se que edições simples custem algumas centenas de dólares - ou data para início do serviço.

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