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Comprar iPhone X "pirata" é muito mais perigoso do que parece

Além de enganar pelo visual, uma análise mostrou que o aparelho está repleta de malwares - Reprodução/Ytimg
Além de enganar pelo visual, uma análise mostrou que o aparelho está repleta de malwares Imagem: Reprodução/Ytimg

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL, de São Paulo

20/07/2018 15h36

Imagine só que você deu um tremendo azar - ou não foi atento o suficiente - e acabou comprando um iPhone X falso desses vendidos por aí e criados em um nível de detalhes que fazem até os usuários mais atentos olharem duas vezes para descobrir que se trata de falsificação.

Pois bem: a raiva ao descobrir que foi enganado e provavelmente perdeu dinheiro com o golpe tende a ser o menor dos seus problemas. O motivo para isso é uma análise que o site Motherboard fez de uma dessas falsificações, tanto em nível de hardware quanto de software.

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Considerando a construção em si do modelo, constatou-se o óbvio: ele usa peças simplificadas e deixa de lado diversos recursos do iPhone original. Até aqui, nenhuma novidade ou surpresa considerando o abismo de preço entre os valores - a reportagem do site afirma que o iPhone X falsificado custou US$ 100, contra US$ 999 do original.

O problema maior, no entanto, surgiu na hora de analisar o software do aparelho. Trata-se de um Android completamente modificado para emular características do iOS. Isso significa que você verá menus e supostas funções idênticas ao que veria em um iPhone real.

Além de enganar pelo visual, uma análise feita pela empresa de segurança Trail of Bits mostrou que essa versão modificada do Android está repleta de malwares e backdoors (acessos abertos para invasões).

Sim, é isso mesmo que você está lendo: além de te enganar na hora da compra e na hora que você usa ele, o iPhone pirata praticamente foi feito para te roubar!

Segundo os analistas, o aparelho não tem qualquer recurso para limitar permissões, sendo que apps podem acessar livremente partes comprometedoras do sistema.

Usar a versão falsa do navegador Safari que acompanha o produto é o equivalente a estender um tapete vermelho para a invasão de hackers.

Outros apps, por sua vez, poderiam vazar informações sensíveis do smartphone, como IMEI e número de série. É, para piorar o que já está terrível, ao logar na versão falsa do iCloud o seu nome de usuário e sua senha serão enviadas para um bando de dados não identificado.

É o típico caso do barato que sai caro. Não é preciso nem dizer que, se você está tentado a comprar um aparelho do tipo para ter o visual de um iPhone X por uma fração do preço, o melhor é mudar totalmente de ideia.

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