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5 vezes que a natureza inspirou a criação de robôs

Cãozinho da Boston Dynamics já é famoso, mas já existem outros animais robóticos - Reprodução
Cãozinho da Boston Dynamics já é famoso, mas já existem outros animais robóticos Imagem: Reprodução

Rodrigo Trindade

Do UOL, em São Paulo

10/07/2018 04h00

Quando você pensa em um robô, a imagem que vem é algo na linha de um Robocop, uma máquina humanoide com braços e pernas. E, se pensarmos nos robôs que se popularizam, eles normalmente tem esses traços. É o caso da Sophia, do Pepper e até do Xian’er.

Só que a humanidade está longe de ser a única fonte de inspiração para as criações robóticas mais modernas. A natureza é observada como uma fonte enorme de criatividade e inovação, já que nosso corpo bípede tem limitações no que podemos fazer.

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Não falamos aqui de simples cachorros cibernéticos, como o popular SpotMini, da Boston Dynamics, mas de bichos voadores, escaladores e até nadadores. Confira cinco exemplos de como animais inspiraram o desenvolvimento de robôs.

Cobra

Obra do laboratório de biorrobótica da universidade de Carnegie Mellon, as cobras modulares estão em um estágio relativamente avançado de desenvolvimento e até já foram usadas em situações de resgate.

Robô da Carnegie Mellon é todo articulado - CMU/Divulgação
Robô da Carnegie Mellon é todo articulado
Imagem: CMU/Divulgação

Capaz de se enfiar em buracos pequenos e escalar objetos, ela é flexível e capacitada com uma câmera em uma das extremidades, que permite a utilização em casos como o terremoto que atingiu a Cidade do México em 2017, investigando escombros de prédios na busca de sobreviventes.

Morcego

Fascinados pela agilidade de morcegos, engenheiros da Caltech criaram o Bat Bot, um robô com asas flexíveis e repletas de articulações, que emulam o mamífero voador. Com uma membrana de silicone, eles simularam as asas do animal e buscaram implementar a grande diversidade de movimentos que os morcegos são capazes de realizar no ar.

Robô-morcego pode substituir drones - YouTube/Reprodução
Robô-morcego pode substituir drones
Imagem: YouTube/Reprodução

Pelas demonstrações, o bicho cibernético ainda não é capaz de longos voos, mas o objetivo dos pesquisadores é criar um robô que use energia de forma mais eficiente que drones e que apresente menos riscos de segurança do que os atuais dispositivos voadores compactos, que possuem hélices capazes de machucar pessoas.

Avestruz

Originária da universidade Oregon State e responsável pela fundação da Agility Robotics, a robô Cassie tenta resolver um dilema da robótica: criar um robô bípede que se equilibre bem. Dona de pernas e uma cintura, ela parece um humanoide pela metade, mas é, na realidade, como se fosse um avestruz, com “joelhos” que dobram para trás em vez de para frente.

Cassie tem pernas articuladas como as de um avestruz - Mitch Bernards/Agility Robotics/Divulgação
Cassie tem pernas articuladas como as de um avestruz
Imagem: Mitch Bernards/Agility Robotics/Divulgação

A meta da empresa é a criação de um robô gente como a gente, mas enquanto isso não chega temos uma pseudo-ave cibernética.

Peixe

Robôs voam, engatinham e correm. Falta nadar, e é isso que o SoFi, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) faz. Feito de borracha e silicone, o peixinho robótico já mostrou ser capaz de nadar sob uma profundidade de 15 metros e tirar fotos em alta definição de ambientes marítimos.

Peixe robótico pode ajudar na exploração de oceanos - Joseph DelPreto/MIT CSAIL/Divulgação
Peixe robótico pode ajudar na exploração de oceanos
Imagem: Joseph DelPreto/MIT CSAIL/Divulgação

Os pesquisadores responsáveis pelo robô acreditam que ele é o primeiro do gênero capaz de nadar em três dimensões, por períodos extensos, sem estar preso a nenhum fio. Para controla-lo, os cientistas adaptaram um controle de Super Nintendo que emite ondas sonoras, recebidas e respeitadas pelo peixe debaixo d’água.

Aranha

Essa ainda não é realidade, mas se depender de pesquisadores da universidade de Manchester, será em breve. Eles recrutaram uma aranha-saltadora (Phidippus regius) para estudar a capacidade de pulo dela, que permite saltos de até seis vezes o comprimento do corpo do aracnídeo.

A equipe da universidade até construiu um robô que tenta copiar o talento do animal, porém concluiu que “a eletrônica de potência e controle não pode competir com a natureza nessa escala ainda”.

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