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Prejuízo causado por cibercrime no Brasil chega a cerca de R$ 562 por vítima, indica estudo

Shutterstock
Imagem: Shutterstock

Ana Ikeda

Do UOL, em São Paulo

04/10/2012 11h40Atualizada em 04/10/2012 13h19

Além de estar em quarto lugar no ranking de países com maior atividade de crimes na internet, o Brasil também está entre os que têm maior prejuízo com esses golpes online. No país, cada vítima do cibercrime chega a perder US$ 277 (cerca de R$ 562); anualmente, o prejuízo total atinge US$ 8 bilhões (cerca de R$ 16,2 bilhões). Os dados fazem parte do relatório anual da Norton sobre cibercrimes no mundo, divulgado nesta quinta (4).

No topo da lista dos países com mais crimes na internet, estão os Estados Unidos, seguido da China e da Índia, respectivamente. O Brasil ocupa a quarta colocação, seguido da Alemanha. No mundo, indica a pesquisa, há mais de um milhão de vitimas de golpes na internet por dia, que geram um prejuízo de US$ 100 bilhões por ano (cerca de R$ 202,3 bilhões). 

Segundo a pesquisa, cerca de 28,3 milhões de brasileiros são vítimas de cibercrimes, o que é aproximadamente três vezes a população da cidade de São Paulo. Cerca de 75% dos brasileiros pesquisados já tinham sido vítimas de cibercrime.

Além disso, quatro em cada dez brasileiros não sabe como funcionam os malwares e mais da metade não tem certeza se seus dispositivos estão livres dessas ameaças digitais, revelou o relatório.

Ameaça móvel e social
Adam Palmer, analista-chefe de crimes cibernéticos da Norton, alerta que muitos consumidores estão conscientes de como se protegerem ao acessarem computadores, mas não nos dispositivos móveis. E, com dois terços dos adultos pesquisados usando dispositivos moveis para acessar a internet, os cibercriminosos acabam acompanhando a tendência mundial. "Observamos quase o dobro de ameaças móveis do que em relação ao ano passado", destacou Palmer.

Aproximadamente 35% dos adultos entre os países pesquisados perderam ou tiveram os smartphones roubados segundo o relatório. Mas dois terços dos usuários não dispõem de soluções de segurança nos dispositivos; um terço nem mesmo sabia que essas soluções existiam.

Palmer destacou que também há um comportamento de risco em redes sociais. Um terço das pessoas não faz log off (desconexão) da rede social; um quinto das pessoas não checa os links antes de compartilhá-los. Além disso, um sexto não sabe se as configurações feitas no perfil são públicas ou privadas.

Entre os principais tipos de ataque, estão o likejacking ou sequestro de ''curtir'' (golpe em que o usuário é levado a publicar o post no Facebook sem que ele intencionalmente tenha ''curtido'' aquilo), clicjacking ou sequestro de cliques (usuário é levado a clicar em um link pensando se tratar de algo, mas na verdade é direcionado a conteúdo malioso ou fraudulento) , scam de pesquisa, falsos aplicativos e links maliciosos. A Norton afirma bloquear mais de 4.500 ataques em redes sociais por dia por meio de suas soluções de segurança.

A pesquisa foi feita em 24 países com 13 mil usuários entre de 18 e 64 anos.

Dados mundiais do relatório

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