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Vacina da AstraZeneca pode ter "grande impacto" na transmissão da Covid-19

03/02/2021 15h08

Londres, 3 fev (EFE).- A vacina produzida pela Universidade de Oxford e pela companhia AstraZeneca pode ter "um grande impacto" na redução da transmissão no novo coronavírus, indicou o pesquisador Andrew Pollard, que pertence à instituição britânica de ensino.

O especialista explicou, no entanto, que as análises foram feitas antes da propagação por todo o Reino Unido de uma variante local do patógeno, no início deste ano.

Pollard indicou que, devido ao fato de as pessoas analisadas não estarem infectadas, se concluiu que isso deve ter efeito na redução da transmissão da Covid-19.

"Ao não estarem já infectados, não podem transmitir para outras pessoas, assim, isso deveria um grande impacto na transmissão", apontou o especialista.

"Mas, isso foi analisado antes da chegada das novas variantes, e este vírus está buscando achar maneiras de continuar transmitindo", completou.

Pollard se disse confiante que a vacina seja efetiva, no caso da variante britânica, mas procurou destacar o nível de eficácia na redução de internações hospitalares e em evitar que sejam desenvolvidas formas graves da Covid-19.

"Estamos trabalhando duro para divulgar mais dados sobre a variante de Kent (como também vem sendo chamada a variante britânica), porque tem estado circulando aqui no Reino Unido. Teremos esses dados em breve", afirmou o pesquisador.

Além disso, Pollard defendeu a estratégia das autoridades britânicas, de esperar até um máximo de 12 semanas para aplicar a segunda dose da vacina, ao afirmar que é efetiva para todos os adultos, inclusive, os maiores de 65 anos.

Um estudo preliminar da Universidade de Oxford indicou que o agente imunizante produzido em parceria com a AstraZeneca tem eficácia de 76% durante os três meses posteriores à primeira dose.

A análise indica que a fórmula protege contra os sintomas da Covid-19 a partir do 22ª dia da aplicação inicial, quando o sistema imunológico já gerou anticorpos.