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Incêndios ameaçam termelétrica na Turquia e assolam a Grécia

05/08/2021 13h44

Oren, Turquie, 5 Ago 2021 (AFP) - Centenas de pessoas foram retiradas nesta quinta-feira (5) dos arredores de uma usina termelétrica ameaçada por um incêndio na Turquia, enquanto a batalha continua na Grécia para controlar dois grandes incêndios perto de Olímpia e na ilha de Eubeia, alimentados por uma onda de calor excepcional.

Os dois países rivais se uniram esta semana em sua luta comum contra incêndios sem precedentes, que os especialistas associam ao aquecimento global, em meio a temperaturas que variam entre 40°C e 45°C.

Oito pessoas morreram, e dezenas tiveram de ser hospitalizadas no sul da Turquia. Não há vítimas na Grécia por enquanto.

Nesta quinta, os bombeiros gregos continuavam combatendo um incêndio em Olímpia para proteger os vestígios arqueológicos onde foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos da Antiguidade, no oeste da península do Peloponeso.

A parte antiga de Olímpia, geralmente lotada de turistas nesta época do ano, e outras 18 localidades próximas foram evacuadas no dia anterior.

O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, que visitou o local nesta quinta-feira, declarou a "necessidade de realizar análises" para evitar novas catástrofes.

As chamas obrigaram o governo da Macedônia do Norte a declarar estado de emergência por 30 dias.

O ministro da Defesa do país vizinho, Albânia, declarou "situação crítica" pelo avanço do incêncio pertode várias cidades. As chamaram já causaram uma morte neste país balcânico nesta semana.

Agora, o que mais preocupava é uma usina termelétrica, cheia de milhares de toneladas de carvão, na costa turca do Mar Egeu, ameaçada por um incêndio alimentado pelo vento.

- Alarmes e evacuação -Ao som dos alarmes de evacuação, centenas de habitantes, levando apenas uns poucos pertences consigo, foram resgatados a bordo dos barcos da Guarda Costeira turca mobilizados no porto de Oren, segundo a AFP. Outros deixaram a área por terra.

De acordo com as autoridades regionais, "todos os produtos químicos explosivos" foram removidos do local.

"Mas existe o risco de o fogo se espalhar para as milhares de toneladas de carvão que estão no interior da usina", admitiu à imprensa uma autoridade regional, Osman Gurun.

Durante a noite, imagens divulgadas pelo prefeito de Milas, Muhammet Tokat, mostraram um violento incêndio nos portões da usina.

Uma inspeção inicial mostrou, no entanto, que o fogo noturno não causou "danos graves às principais unidades da central", segundo o gabinete do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Os bombeiros gregos afirmam terem controlado 92 dos 118 incêndios declarados no país nas últimas 24 horas, enquanto 180 incêndios abalam a Turquia desde o final de julho.

De acordo com o Observatório da Terra da UE Copernicus, este julho é o segundo mais quente na Europa.

"Estamos em uma fase de absoluta desregulação climática", lamentou o vice-ministro grego da Defesa Civil, Nikos Hardalias, esta semana.

Agora, "não se fala mais em mudança climática, mas em ameaça climática", acrescentou.

O ministro turco da Agricultura, Bekir Pakdemirli, afirmou que as temperaturas na cidade de Marmaris, no Mar Egeu, atingiram uma máxima histórica de 45,5°C esta semana. "Nós travamos uma guerra", disse ele.

- Pedidos de ajuda -Em ambos os lados do Mar Egeu, as autoridades enfrentam a pressão dos habitantes e das autoridades locais que consideram os meios de combate aos incêndios insuficientes.

Em entrevista à Open TV, o prefeito de Olímpia, Giorgos Georgopoulos, pediu "mais apoio aéreo".

O prefeito da cidade de Limni na ilha de Eubea, Giorgos Tsapourniotis, pediu em declarações à agência de notícias grega ANA "reforços aéreos e terrestres para evitar colocar vidas humanas em risco".

Do outro lado da fronteira, o prefeito turco de Milas "implorou" que um "avião-tanque fosse despachado com urgência".

A oposição censurou o presidente Erdogan por não ter conseguido manter sua frota de aviões-tanque e por ter demorado a aceitar ajuda internacional.

Erdogan acusou a oposição de tentar tirar vantagem política da situação. "Os incêndios florestais são uma ameaça internacional, assim como a pandemia de covid-19", defendeu-se o presidente.

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