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Além de Allejo: veja os craques que só existiram no videogame

Allejo não está sozinho entre os craques virtuais - Reprodução
Allejo não está sozinho entre os craques virtuais Imagem: Reprodução

Tiago Alcântara

Colaboração para o START*

15/09/2019 04h00

Quem não tem nenhuma afinidade com jogos de futebol no videogame já pode ter se surpreendido com camisas da seleção brasileira com um nome "Allejo" estampado nas costas. Esse mítico jogador virtual da seleção canarinho, presente em "Internacional Supertar Soccer", da década de 90, é tido como o maior da história dos games.

Allejo nunca existiu profissionalmente e o nome genérico era usado por falta de licenciamentos oficiais para uso de jogadores reais. Hoje sabemos que ele representava o tetracampeão mundial Bebeto nos campos virtuais. Fato é que Allejo não é o único craque com esse histórico e mostramos aqui outros jogadores fictícios que, para infelicidade dos fãs, ficaram somente nos simuladores.

Gomez, o parceiro de Allejo

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Se Allejo era Bebeto, havia um semelhante a Romário, que era seu companheiro de ataque, Gomez. Ele atuava aberto pela ponta direita, e nunca foi uma verdade absoluta que ele era uma representação de Romário, apesar de a aparência física ser muito parecida. Ao contrário do Baixinho, Gomez não ficava só dentro da área e jogava como um ponteiro.

Carboni

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Também jogador do mesmo "Internacional Superstar Soccer", este era um atacante da seleção italiana e que fazia clara referência ao polêmico atacante Ravanelli, ex-Juventus e Lazio, que jogou pela seleção por muitos anos. Ele tinha cabelo grisalho e um potente chute de fora da área que intimidava os rivais.

Galfano

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O International SuperStar Soccer realmente foi um polo de craques inesquecíveis, mesmo sendo "genéricos". E se o Brasil tinha nomes para imitar os jogadores da Copa do Mundo de 1994, a Itália também. Pois o atacante Galfano era um dos mais letais do jogo: era uma "cópia" de Roberto Baggio, craque da Juventus que tinha sido eleito o melhor do mundo no ano anterior. A principal característica de Galfano era a bola parada venenosa que fazia os usuários tentarem a todo momento gol olímpico com seus escanteios.

Capitale

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Não poderia faltar um jogador argentino de renome no jogo. Tudo bem que não era Lionel Messi, mas os Hermanos tinham ali um camisa 9 de respeito. Cabeludo, como eram os jogadores argentinos na época, Capitale era um genérico do centroavante Gabriel Batistuta, que brilhou no futebol italiano, sobretudo na Fiorentina e na Roma. O "BatGol" era um dos principais nomes da época e no SuperStar não fazia por menos, era matador e disputava todas dentro da área.

Kolle

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Se temos representantes das seleções brasileira, argentina e italiana, não poderíamos deixar de fora algum jogador do país tetracampeão mundial e que mais fez finais, a Alemanha. O líbero Kolle, que jogava atrás mas com saída pra outras partes do campo, era uma simulação de Lothar Matthaus, jogador símbolo da conquista da Copa do Mundo de 1990, na Itália, e ídolo do Bayern de Munique.

Janco Tiano

Se Gomez ainda gera dúvida como sósia, esse sim era claramente espelhado em Romário no "FIFA 94", quando também o game da EA não tinha licença para usar os nomes dos jogadores reais. O jogo saiu justamente no ano em que o Baixinho foi o melhor do mundo da Fifa e ganhou a Copa pela seleção brasileira. Janco era o mais ágil, rápido e goleador do "FIFA".

Tó Madeira

Ícone na década de 2000 do "Championship Manager", game de computador no qual o jogador é colocado como técnico de uma equipe. Era uma contratação disputadíssima por todos os grandes clubes mundiais, superando os principais centroavante do mundo na época. Mas Tó Madeira nunca existiu e virou lenda, tanto que tem até fã clube.

Lukunku

Este jogador congolês é um caso engraçado: ele até existiu e foi real, mas não da forma que era nos games. Teve uma carreira mediana em clubes pequenos e médios da Europa, como Galatasaray, Monaco e Lille. Mas era um craque fenômeno do "Elifoot 98", versão anterior e mais rudimentar do Championship Manager, nem um pouco compatível com sua carreira na vida real.

Babangida

Outro caso curioso como o de Lukunku. Na verdade, ele existiu como profissional e teve até uma carreira, digamos, honesta, mas longe de ser brilhante. Este rápido atacante nigeriano jogou no Ajax na década de 90 e até serviu sua seleção em Copa do Mundo. Mas, no game Winning Eleven, ele era um "monstro", muito melhor do que na vida real. Rápido, ganhava muitas no mano a mano e fazia gols. Era um dos preferidos.

* Texto publicado originalmente em 21/04/2018 e atualizado com mais nomes.

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