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Léo Ramos, da banda Supercombo: streamer do bem e fã de "Rainbow Six"

Léo Ramos, vocalista da Supercombo, tem canal no Twitch e faz lives de "Overwatch" e "Rainbow Six" - Ivã Santos/Divulgação
Léo Ramos, vocalista da Supercombo, tem canal no Twitch e faz lives de "Overwatch" e "Rainbow Six" Imagem: Ivã Santos/Divulgação

Bruno Dias

Colaboração para o START, em São Paulo

14/07/2019 04h00

Os fãs da banda Supercombo já estão acostumados com as diversas facetas de Léo Ramos, 31. Além de vocalista e guitarrista da banda dona dos hits "Piloto Automático" e "Amianto", ele é produtor musical, um dos integrantes do Scatolove (projeto com a namorada, Isa Salles) e... gamer!

Só que Léo não é daqueles que só dão uma jogadinha quando sobra tempo entre um show e outro: o músico é um streamer ativo, e adora fazer lives jogando "Rainbow Six" e "Overwatch".

"É um lugar legal de interagir com os fãs. Consigo jogar e falar com eles, coisas que às vezes, depois de um show, depois de tocar, fica meio apertado, não consigo dar atenção", explica Léo, que sempre marcou presença em feiras e eventos gamers, mas que só começou a se dedicar ao streaming recentemente.

Ele foi incentivado por Kalera, pro-player e streamer de "Rainbow Six". "Ela falou, 'cara, você está perdendo tempo, podia estar interagindo com a galera. Você poderia aproveitar que já joga e divulgar isso pro mundo.', conta Léo.

Interação com fã é muito massa. O mundo dos games fica sabendo que você faz música e gera uma certa curiosidade nas pessoas, acabo participando de entrevistas como essa, por exemplo
Léo Ramos, da Supercombo

Um suíço brasileiro

Leonardo Ramos nasceu em Genebra, na Suíça, e morou no país até os 10 anos de idade. Além do clima mais frio, Léo tinha que conviver com a diferença cultural, já que os suíços não eram, segundo ele, tão calorosos quanto os brasileiros.

"Lembro quando cheguei ao Brasil, minha geração jogava futebol na rua, andava de skate pra lá e pra cá, ficava o dia inteiro na rua e só voltava pra casa basicamente pra dormir. Lá na Suíça não acontecia isso", recorda-se o vocalista da Supercombo, que desde pequeno teve os videogames como "principal rolê".

"Meus videogames na época, se não me engano, eram Mega Drive, Super Nintendo, Master System. Jogava 'Ninja Gaiden', 'Alex Kidd'. Dali pra cá fui pegando todas as gerações dos games e dos consoles. Só não tive o Nintendo Game Cube e o Dreamcast."

Uma stream do bem

Uma das metas de Léo Ramos com suas sessões de streaming no Twitch, geralmente assistidas por fãs e amigos, é tentar melhorar o ambiente que cerca esse tipo de transmissão online. "Curto fazer de uma forma que seja o menos tóxico possível pra galera. Tento reunir pessoas que são do bem", conta.

"Galera posta online e eu tento falar, 'meu, para de ser criança, de xingar o outros, isso é racismo, isso é homofobia'. Tento dar uma direcionada pra galera. Tento fazer esse trabalho de formiguinha aí, porque, como não vivo disso, tenho a liberdade de ser um pouco mais incisivo com a galera e não sofrer a consequência disso no que diz respeito a seguidores pra games, entendeu?"

Eu tento falar, 'meu, para de ser criança, de xingar o outros, isso é racismo, isso é homofobia'. Tento dar uma direcionada pra galera, tento fazer esse trabalho de formiguinha
Léo Ramos, sobre comportamento tóxico

Apesar de ser mais da música do que dos games, Léo curte acompanhar outros streamers como Zigueira, Patife e Alanzoka, por exemplo, e revelou estar ansioso pela Game XP deste ano, onde irá se apresentar com a Supercombo.

"Os jogos que mais gosto de assistir são os que tenho mais dificuldade, que são online, tipo 'Rainbow Six', que é um jogo irado, só que é muito difícil, então gosto de acompanhar a galera", afirma.

"Na Game XP, em que a gente vai tocar, vai ter campeonato, então gosto de sentar a bunda lá e ficar vendo a galera dando tiro. [risos] Inclusive, acho que vou ficar um dia a mais lá na Game XP. A banda toca e vai embora, vou ficar lá sozinho acompanhando as coisas todas, vou aproveitar essa oportunidade."

Games como exigência de camarim

Na Supercombo não é só Léo que curte games. Houve uma época em que uma das exigências de camarim da banda era ter algum console com jogos que para jogar de dois.

"Cara, a galera levava umas coisas muito f***, porque tinham pessoas com coleções incríveis de Super Nintendo, Nintendo 64, Play 3. Lembro de eu e o Toledo [voz, guitarra, violão e bateria da Supercombo] jogando 'Killzone', 'Battlefield'. Teve um cara que uma vez levou o PC dele com a senha aberta e tinha vários jogos.", lembra Léo. E por que isso acabou? "O problema é que a gente não passava som, ficava só jogando e nem atendia a galera direito. Foi meio ruim por esse lado", diverte-se ao se lembrar.

O problema é que a gente não passava som, ficava só jogando e nem atendia a galera direito. Foi meio ruim por esse lado
Léo Ramos, ao sobre a época de videogame no camarim

A Supercombo chegou a exigir videogame no camarim -- e que tivesse games pra jogar de dois! - Ivã Santos/Divulgação
A Supercombo chegou a exigir videogame no camarim -- e que tivesse games pra jogar de dois!
Imagem: Ivã Santos/Divulgação

Top 5 jogos da vida

Skyrim (2011)

Reprodução
Imagem: Reprodução

"Sem sombra de dúvidas foi um dos jogos que mais joguei, mais mergulhei em cima. Depois ainda fiquei catando os MODs pra modificar o jogo e ver como que é experimentar o jogo com pontos de vista diferentes, gráficos diferentes".

Rainbow Six Siege (2015)

"Foi um dos jogos que mais me senti desafiado pra jogar. Fiquei muito tempo na curva de aprendizado dele pra conseguir sobreviver a uma partida sem tomar uma na cabeça. Isso me fez amar muito o jogo e jogar ele até hoje".

Mass Effect (trilogia)

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Imagem: Reprodução

"Colocaria aí os três 'Mass Effect', sem ser o 'Andromeda', porque o 'Andromeda' é horroroso. Vou colocar os três na mesma posição, porque é uma história só, um complementa o outro e acho muito f***. Marcou época pra mim".

Twisted Metal (1995)

"Era muito incrível! Um jogo meio 'Battle Royale', mas com carros. Era um jogo muito legal, uma mecânica muito diferente pra época. Jogo que tinha tudo pra ser de corrida, tipo 'Mario Kart', só que mais realista. Era como se fosse um jogo de tiro, só que eram carros, tinha um carro de polícia que tinha uma habilidade x, aí tinha trator, ônibus. Era uma doideira. Joguei bastante, lembro até quando passou a febre do Playstation 1 e chegou o Playstation 2, e eu ainda caçava esse jogo pra jogar, lembro que tinha uns ROMs que você jogava no PC".

Borderlands (2009)

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Imagem: Reprodução

"Foi um jogo que gostei bastante de ter jogado. Foi o primeiro que joguei, que era um negócio meio animação. Me chamou muita atenção e achava bem bonito o gráfico pra época. A jogabilidade e o roteiro também, era um lance meio engraçado, um lance meio caçador de tesouro, de cofre. Tinha um roteiro engraçado, a história era massa. Ainda estava desbravando São Paulo, então marcou época pra mim também".

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