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Wesley Safadão prepara volta aos palcos: 'Não se pega covid só nos shows'

Wesley Safadão em show no cruzeiro WS On Board, em 2018: aglomeração ficou no passado Ederson Lima/Divulgação

De Splash, em São Paulo

17/11/2020 04h00

Wesley Safadão está de volta. Depois de comandar lives agitadas de até 10 horas de duração durante a quarentena, ele acaba de lançar o álbum "Safadão Amplificado", com oito músicas inéditas, e se prepara para mostrar o repertório novo em um show para aproximadamente 4.000 pessoas em Natal (RN).

O cantor, um dos primeiros a sair publicamente em defesa pela volta de shows, parece alinhado com o desejo dos fãs. Os ingressos para o evento que rola sábado (21), na Arena das Dunas, se esgotaram em cinco minutos. Será o primeiro show grande em Natal desde março, quando foi declarada a pandemia.

Em entrevista a Splash, Wesley Safadão diz querer provar que é possível voltar a fazer shows seguindo as normas da OMS e os moldes de flexibilização já adotados em outras áreas. Para o cantor, o setor de entretenimento foi o mais injustiçado.

Só o meio do entretenimento ainda não voltou. Bares voltaram, shopping voltou. Tudo voltou a funcionar. E eu não acredito que as pessoas só peguem covid depois de 20h, 22h. Só peguem nos shows.

Safadão diz que começou a pensar mais na volta a partir do feriado de 7 de Setembro, quando praias por todo o país surgiram lotadas depois de um longo período de isolamento. Ele acredita que, a partir daí, as pessoas ligaram o "dane-se", entendendo que todos iriam pegar o vírus em algum momento.

O próprio cantor já tinha sido infectado um pouco antes, em agosto. Um mês depois do feriado que abriu os olhos dele, no dia 7 de outubro, Safadão tomou uma atitude e soltou em suas redes sociais um manifesto em forma de apelo pela retomada dos shows.

A nossa classe artística, e aqui não falo só por mim, mas os grandes artistas do país, conseguem outras fontes de renda. Quem está sendo muito prejudicado são os artistas menores, é o cara do palco, do som, da luz, do banheiro químico, da limpeza e os produtores de evento que só vivem disso.

A gente não pode ser privado, por isso levantei essa bandeira. Não quero ser o salvador da pátria, mas não estou fazendo só por mim. Eu tinha até opção de ficar quieto e não levar críticas. As pessoas perguntam: 'Achou a cura?' Eu digo: Nos shoppings acharam a cura? E nos aviões? E na praia?

A esperança de Wesley Safadão é que, assim como tem acontecido em bares, restaurantes, cinemas e teatros, os shows também possam se adaptar para uma retomada gradual à nova normalidade. Como um dos artistas mais tocados do país, ele espera servir de exemplo.

Esse show [em Natal] vai ser uma forma de mostrar para outras cidades e estados que é possível voltar com segurança. Não é o ideal, mas já é um recomeço, um grande passo. Já tenho shows marcados em São Paulo, em dezembro, de forma reduzida também.

Ele ainda reforça os cuidados para o grande reencontro com o seu público no sábado, no mesmo lugar onde já tocou para muito mais gente.

O último show que fizemos nesse estádio foi para mais de 20 mil pessoas. Nós vamos fazer um show no mesmo espaço com mil mesas, para aproximadamente 4.000 pessoas. Não somos loucos, vamos seguir as regras, vai ter distanciamento. Tenho certeza que tem como voltarem os shows.

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