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Quem já ficou doente precisa tomar a vacina contra covid-19 mesmo assim?

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Do VivaBem, em São Paulo

29/03/2021 04h00

Você já deve ter ouvido alguém falar que teve covid-19, se curou e acha que, por isso, não precisa tomar vacina? Na verdade, isso está totalmente errado: a vacina só não é recomendada para gestantes, crianças e quem tem alergia grave a componentes do imunizante.

Nesse grupo também são incluídas pessoas que estão com covid-19. Neste caso, a recomendação é esperar até se curar para tomar a vacina e procurar orientação dos profissionais que acompanharam o seu caso.

Fora isso, todo mundo deve tomar o imunizante contra a covid-19.

O motivo é que a imunidade adquirida por pessoas que tiveram a doença provavelmente não é duradoura, normalmente diminuindo progressivamente com o passar de poucos meses. Essa, inclusive, foi a conclusão de um estudo liderado por especialistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Como ainda não se sabe quanto tempo uma pessoa que teve a doença de fato fica imune, o melhor a se fazer é manter cuidados como distanciamento social e uso de máscara e se vacinar assim que possível.

Mas e no caso da vacina? Será que a imunidade proporcionada por ela também durará pouco tempo? Ainda não há respostas conclusivas para essas perguntas, porém a vacinação é diferente da infecção natural e, por isso, alguns imunizantes podem gerar anticorpos até mais potentes e duradouros que a infecção natural.

Além disso, é cedo para que se haja conclusões sobre esse assunto, já que a covid-19 é um problema recente. Mesmo que haja a necessidade de reaplicar a vacina de tempos em tempos, isso não seria propriamente uma novidade. Imunizantes contra a gripe, por exemplo, precisam de novas doses para manter a proteção.

Casos do tipo ocorrem quando os patógenos vão sofrendo mutações e precisamos "atualizar" nosso sistema imunológico. Outro fator a ser considerado é a resposta do sistema de defesa a alguns imunizantes pode diminuir com o passar do tempo. Isso depende da forma como esse agente é apresentado ao corpo e, também, da maturidade do sistema de defesa da pessoa.

Sendo de dose única ou que precise ser tomada de tempos em tempos, a vacina é indiscutivelmente a melhor arma que temos à disposição para passarmos ilesos pela pandemia e não deve, em hipótese alguma, ser negligenciada.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Laura de Freitas, doutora em Biociências e Biotecnologia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista); Keilla Mara de Freita, infectologista membro da Doctoralia; Elisa Miranda Aires, infectologista da DaVita Serviços Médicos; Glaucia Fernanda Varkulja, infectologista do Hospital Santa Catarina; Ícaro Boszczowski, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.