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Quem são as pessoas que não podem tomar vacina contra covid-19 e por quê

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Do VivaBem, em São Paulo

15/03/2021 04h00

A campanha de vacinação contra a covid-19 já começou e tem muita gente empolgada com a possibilidade de se imunizar contra a doença que tem mudado a nossa vida no último ano. Mas, infelizmente, não são todas as pessoas que poderão receber o imunizante, pelo menos por enquanto.

É o caso de gestantes e crianças, grupos nos quais a vacina ainda não foi adequadamente estudada e, portanto, não há segurança cientificamente comprovada.

Nos demais grupos, as vacinas contra o coronavírus são seguras, especialmente se considerarmos que nenhuma das disponíveis usa vírus enfraquecido em sua composição. As vacinas disponíveis usam o vírus inativo, ou seja, morto, ou RNA mensageiro, quando a substância simula o código genético do patógeno para fazer com que o corpo produza anticorpos correspondentes.

Isso é especialmente importante para pessoas imunossuprimidas, que geralmente ficam de fora de campanhas de vacinação que utilizam vírus e bactérias enfraquecidos em sua composição. Neste caso, ainda que raro, o risco consiste na pessoa desenvolver a doenças contra a qual está sendo vacinada. Se isso ocorrer, a tendência no entanto é que seja uma versão bem mais branda da enfermidade.

Casos de contraindicação absoluta, no entanto, são raros e têm mais a ver com pessoas com quadros de alergia grave a componentes da vacina. Há casos clássicos, como alérgicos a ovos que têm que ter cuidado com a vacina contra a gripe ou a de febre amarela. A tríplice viral, juntamente com a vacina contra a gripe e a raiva também demanda atenção de quem tem alergia à gelatina.

No caso das vacinas contra covid-19, o maior risco nesse sentido é para pessoas com alergia grave a substâncias usadas em sua composição, como é o caso do hidróxido de alumínio, do hidrogenofosfato dissódico, do di-hidrogenofosfato de sódio e do hidróxido de sódio no caso da Coronavac. E de cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80 e edetato dissódico di-hidratado no caso do imunizante da Oxford/AstraZeneca.

Tirando os casos acima, podem ficar tranquilos: não há quaisquer riscos e contraindicações para as vacinas criadas contra a covid-19.

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Laura de Freitas, doutora em Biociências e Biotecnologia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista); Keilla Mara de Freita, infectologista membro da Doctoralia; Elisa Miranda Aires, infectologista da DaVita Serviços Médicos; Glaucia Fernanda Varkulja, infectologista do Hospital Santa Catarina; Ícaro Boszczowski, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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